Mercado de imóveis de alto padrão está no paraíso

O segmento que envolve empreendimentos com valor superior a R$ 3 milhões por unidade corre por uma pista livre, diferentemente de outros setores do mercado imobiliário. Significa que as vendas seguem aquecidas, lastreadas principalmente pela cotação do dólar. Quem adquire esse tipo de residência tem suas economias em moeda estrangeira, sejam brasileiros ou estrangeiros. Por isso, construtoras e incorporadoras que atendem a esse público desconhecem a palavra crise. Para elas, os imóveis de alto padrão estão no paraíso.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o volume de lançamentos de imóveis voltados para a classe média (Valor geral de venda [VGV] até R$ 1 milhão) fechou 2015 com queda de 38%. No entanto, os empreendimentos de luxo cresceram 20%, de acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do estado de São Paulo). Em Curitiba, não é diferente. Relatório da Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná) mostra que o número de lançamentos de edifícios superluxo praticamente dobrou na capital paranaense de 2014 para 2015, saltando de 12 para 22 empreendimentos.

De acordo com o diretor de Pesquisa de Mercado da Ademi-PR, Fábio Tadeu Araújo, de fato não há crise para esse segmento. “Trata-se de um padrão de imóvel que sofre menos o efeito das variações econômicas e financeiras no país, pois seu púbico comprador é menos dependente do financiamento habitacional”, explica. “Esse tipo de imóvel tem outra característica, que é a valorização consistente, ou seja, o metro quadrado não para de crescer”, completa Lucas Vargas, vice-presidente executivo do Viva Real – portal especializado em análises do mercado imobiliário.

Fonte: Massa Cinzenta 

Inscrições abertas para o VII Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas

As inscrições para o IX Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas, que acontecerá no período de 18 a 20 de maio de 2016, no Rio de Janeiro (RJ), já estão abertas no endereço http://www.cbpe2016.com.br/.
O evento é promovido pela ABECE e pela ABPE (Associação Brasileira de Pontes e Estruturas) e tem o objetivo de divulgar trabalhos de pesquisa e de aplicação aos profissionais, pesquisadores e estudantes de Engenharia que queiram discutir, inovar e atualizar conhecimentos na área de engenharia de estruturas.
A edição deste ano ressaltará as diversas intervenções urbanas na cidade do Rio de Janeiro, visando capacitá-la para receber, neste ano, os Jogos Olímpicos, intervenções estas que estão modernizando e dando um novo perfil à capital carioca.
Neste contexto, o temário do evento estará contemplando as áreas específicas: Projeto, construção, recuperação, reforço e manutenção de Pontes, Estádios, Edifícios, Indústrias, Metropolitanos, Portos, Barragens, Plataformas Offshore, Aerogeradores e Fundações; e Normatização, experimentação, análise e dimensionamento de estruturas de Concreto Armado e Protendido, Metálicas, Madeira, Alvenaria e Materiais Avançados.
O IX Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas será realizado no Everest Rio Hotel (Rua Prudente de Morais, 1117 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ). Associados da ABECE têm desconto nas inscrições.

Fonte: ABECE

Ciclovias se espalham pelo mundo e preferem concreto

Opção pela bicicleta faz prefeituras investirem em novos projetos de mobilidade, priorizando pavimentos de longa duração e que se distingam do asfalto

Protagonista de novos sistemas de mobilidade urbana, a bicicleta impulsiona o crescimento da malha de ciclovias em todo o mundo. Na Holanda, onde pedalar é tradição secular, as vias exclusivas para veículo em duas rodas já se estendem por 20 mil quilômetros. Em Barcelona, na Espanha, o trecho urbano tem 150 quilômetros de ciclovias. Berlim, na Alemanha, conta com uma ramificação de ciclovias que chega a 650 quilômetros.

Na América do Sul, Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina, destacam-se. Uma pela extensão (300 quilômetros); outra pela qualidade do pavimento ao longo de 70 quilômetros de ciclovia. O concreto acompanha esse novo componente da mobilidade urbana. Em boa parte das novas ciclovias inauguradas recentemente, opavimento rígido predomina sobre o asfalto. Por dois motivos: a ciclovia em concreto consegue criar um contraste com o asfalto (branco e preto), o que ajuda a delimitar as faixas para carros e para bicicletas.

Outra razão é a luminosidade. O concreto reflete melhor a luz solar e também a luz artificial, o que melhora a segurança dos ciclistas. Sem contar que pode ser pintado de outras cores ou receber pigmentação durante o processo de produção. “O concreto nas ciclovias oferece maior durabilidade, viabilidade econômica e segurança, devido aos menores riscos de aquaplanagem e surgimento de buracos na pista, além de facilitar na sinalização e percepção por parte dos motoristas e pedestres”, diz o holandês Warner Vonk.

Disputa entre Rio e Brasília

Engenheiro civil com formação na Universidade de Twente, na Holanda, Wonk foi contratado pela prefeitura do Rio de Janeiro para fazer o planejamento cicloviário da cidade, além de outros municípios, como Resende-RJ, Mesquita-RJ, Fortaleza-CE, Florianópolis-SC e Blumenau-SC – sempre optando pelas faixas em concreto. Um dos mais recentes trabalhos em que esteve envolvido foi o projeto da ciclovia Tim Maia, que margeia a Avenida Niemeyer, no Rio, e faz parte do planejamento da cidade para os jogos olímpicos.

Com a obra, toda em concreto, o Rio de Janeiro passou a ter a maior malha cicloviária urbana da América Latina, com 438,9 quilômetros. O objetivo é de que até agosto, quando começam as olimpíadas, o número suba para 450 quilômetros. A capital fluminense, no entanto, pode perder o título de “cidade sul-americana das ciclovias” para Brasília. O plano cicloviário do Distrito Federal prevê 600 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas, com prioridade para o concreto. Até a Copa do Mundo de 2014, porém, apenas 61 quilômetros do projeto foram viabilizados.

O crescimento da malha de ciclovias já levou a indústria de equipamentos para a construção civil a projetar máquinas exclusivas para esse segmento. Entre elas, extrusoras que pavimentam in loco a faixa para bicicletas. A vantagem é que o equipamento elimina ondulações, cria um gripping adequado para veículos de duas rodas e permite uma execução mais rápida do projeto. Uma ciclovia em concreto, construída adequadamente, pode durar até 20 anos praticamente sem manutenção.

Fonte: Altair Santos, Massa Cinzenta.

Construção civil brasileira aposta em energia renovável

Diminuir a demanda de energia e ampliar investimentos em renováveis fazem parte das estratégias que integram a agenda do setor em 2016

Uma das ações previstas na agenda estratégica da construção civil para este ano é a aposta na infraestrutura verde. A questão foi discutida durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21), realizada em dezembro, e resultou na formação da Aliança Global para Edifícios e Construção, da qual o Brasil faz parte ao lado de mais 19 países.

Entre as principais medidas a serem tomadas para alcançar as metas propostas na conferência, destacam-se a diminuição da demanda de energia no setor e ampliação dos investimentos em energias renováveis. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil tem potencial e condições naturais privilegiadas – de sol e vento – para isso. A entidade ressaltou que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, por exemplo, representa 19% do mercado de aquecimento solar em edificações, o que comprova o potencial de alavancagem do sistema.

De acordo com dados da consulta pública realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em 2014, o Brasil alcançará 7.000 MW de geração de energia elétrica fotovoltaica até 2024. Para a próxima década, o potencial de eletricidade instalada a partir do sol representará quase 4% da potência total brasileira, sendo que hoje a energia solar é responsável por apenas 0,02% da potência elétrica do país.

Para ampliar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, o MME lançou no final do ano passado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), que deve movimentar mais de R$ 100 bilhões em investimentos até 2030. Até essa data, a previsão é de que cerca de 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola. Segundo o Ministério, a ação pode resultar na geração de 23,5 MW de energia limpa renovável e evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Fonte: InfraROI

Blocos de concreto conquistam mercado construtor brasileiro

Nem a recente desaceleração da construção civil brasileira para o segmento de blocos de concreto. Para a Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (BlocoBrasil), entidade que reúne os players do setor, o produto tem muito espaço de crescimento nos próximos anos. A opinião é Carlos Alberto Tauil, consultor técnico da entidade. Entre os principais fatores que devem impulsionar o incremento do setor estão os avanços tecnológicos e as atualizações das normas da ABNT. Confira, nessa entrevista, essas e outras informações do segmento que faz parte da cadeia do concreto no país. 

- Qual é o tamanho do mercado atual de blocos de concreto no Brasil?

O segmento, incluídos os blocos para pavimentação (pisos), vinha numa curva crescente de produção até 2013. De 2014 para cá, a tendência tem sido de diminuição da capacidade produtiva, acompanhando a crise econômica do país e da construção civil em especial. Os dados disponíveis sobre a capacidade produtiva são de 2010 e relativos somente aos blocos de concreto, ano em que os principais fabricantes de blocos brasileiros produziam cerca de 80 milhões de blocos de concreto de alvenaria por mês. Esse volume é suficiente para a construção mensal de cerca de 56 mil casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida.

- Existem novidades em termos de adoção dos blocos de concreto na construção?

Há uma tendência de aumentar, relativamente, o emprego de blocos de alvenaria, tanto estrutural quanto de vedação, em todo o paí. As razões envolvem a evolução tecnológica, a amplitude e a atualização das normas da ABNT que regulam a fabricação, ensaios e métodos de execução de edificações com blocos de concreto. A alvenaria estrutural vem gradativamente sendo mais utilizada em regiões que não tinham tradição de adotar esse sistema construtivo. É o caso do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Um entrave ao aumento da utilização de blocos de concreto, tanto estruturais quanto de vedação, é a existência de poucos fabricantes que ofereçam produtos de qualidade, principalmente nas regiões citadas acima.

- Qual a importância dos equipamentos de fabricação de concreto para o setor de blocos?

Os equipamentos de fabricação de concreto, especialmente aqueles voltados para a indústria de blocos, tais como centrais dosadoras, silos de armazenagem, entre outros, são fundamentais para o desenvolvimento tecnológico e o aumento da produtividade – portanto, da competitividade – do setor. Além disso, eles somam no desempenho o setor a qualidade final do concreto usado para a fabricação de blocos pré-moldados.

- Destacaria alguma evolução tecnológica nos equipamentos de concreto?

Tem havido um grande avanço na automação dos equipamentos, visando à redução de mão de obra no chão de fábrica.

- Em poucas palavras, como definiria a BlocoBrasil? 

A BlocoBrasil é a entidade que representa os principais fabricantes brasileiros de blocos e pisos de concreto. Ao todo, a associação é formada por cerca de 90 fabricantes de blocos e pisos de concreto dos principais estados brasileiros, sendo que todos os fabricantes precisam ter o Selo de Qualidade da ABCP.

Os principais objetivos da Associação são o de desenvolver a qualidade e a tecnologia setorial, participar e incentivar a criação de novas normas e a atualização das normas da ABNT relativas aos produtos do setor, desenvolver o mercado de blocos e pisos de concreto, em todas as suas áreas, divulgando as vantagens dos produtos em feiras, congressos e por meio de publicações voltadas para os profissionais da construção, autoridades públicas e órgãos governamentais.

- Quais são os principais projetos desenvolvidos atualmente?

A BlocoBrasil desenvolveu, por intermédio do CBCS-Conselho Brasileiro da Construção Sustentável e em parceria com a ABCP, o projeto Avaliação de Ciclo de Vida Modular (ACVm), que avaliou, de forma pioneira no Brasil, o índice de sustentabilidade de 33 fabricantes de blocos e pisos intertravados de concreto. Esse projeto, cuja primeira fase foi concluída em 2014, terá continuidade futuramente, com novas avaliações do índice de sustentabilidade dos fabricantes associados à entidade.

A BlocoBrasil também vem desenvolvendo um programa de realização de ensaios no IPT para verificar o atendimento de paredes com blocos de concreto às exigências da Norma de Desempenho (NBR 15.575/2013). Outra informação é que a Associação desenvolverá um programa de palestras nas principais capitais e cidades brasileiras, em parceria com entidades da construção civil locais em 2016. A ideia é apresentar as vantagens do pavimento permeável, com peças de concreto drenante, e divulgar a edição da norma que regulamenta a fabricação e a execução desse tipo de pavimento com piso pré-fabricado de concreto.

Como associados temos, além dos principais fabricantes, de grande e médio porte, de blocos e pisos de concreto do Brasil, os fornecedores de máquinas, equipamentos e insumos para a indústria de blocos de concreto brasileira.

Canalização de concreto será usada para redes de fibra óptica

O concreto acaba de ganhar mais um potencial mercado, o de instalação de redes de fibra óptica e de outros tipos de fiação adotadas em telecomunicações. Trata-se de um projeto de canalização aplicada no meio-fio de calçadas, formado por blocos de concreto que vão sendo encaixados um no outro. Com a solução, as operadoras de telecomunicações evitam sobrecarregar os postes – a chamada rede área – e ainda “civilizam” a ocupação do solo para ativar as malhas subterrâneas.

O produto foi desenvolvido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), instituição ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que já tem um parceiro para lançar comercialmente a solução e, inclusive, solicitou a patente da solução no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). De acordo com Eduardo Grizendi, diretor de Engenharia e Operações da RNP, o produto contribui com a demanda de construção de redes canalizadas/subterrâneas, atende as exigências das prefeituras municipais ainda estimula a criação de outros recursos inovadores.

O nome técnico do projeto da RNP é “Disposição construtiva introduzida em guia de meio-fio modular”. Complicado no título, o recurso é simples de ser instalado na rua: uma vez aplicados no meio fio, a estrutura viabiliza a passagem de dutos e conduítes por dentro dos blocos, criando a canalização para introdução dos cabos de fibra óptica ou de metálicos.

PCA, associação americana de cimento portland faz 100 anos

A indústria de cimento comemora esse ano uma data importante. Trata-se do centenário da Portland Cement Association (PCA), a entidade que reúne a indústria do setor nos Estados Unidos. A iniciativa está altamente ligada ao nome de Ben Affleck – quase homônimo do ator famoso – que na época era o chairman da Atlas Universal Cement, uma empresa do setor. O executivo presidiu a PCA de 1916 a 1920, levando a entidade a atingir a meta de “elevar o padrão da construção de concreto, melhorar a qualidade do trabalho e aumentar o uso do cimento em áreas já estabelecidas e em novos campos de aplicação”.

A associação atualmente funciona como uma fonte para quem quer entender as tendências tecnológicas do setor e o mercado de cimento nos Estados Unidos. Com ela, o produto ganhou uma história oficial e renovada. Os romanos, por exemplo, já utilizam amplamente o concreto, mas a evolução técnica ganhou fôlego nos últimos 100 anos. Já o precursor do moderno cimento portland foi o construtor inglês Joseph Aspdin em 1820. Como ele usava um calcário da Ilha de Portland na fabricação do material, o novo produto ganhou essa denominação.

Voltando à PCA é interessante notar que a entidade começou a partir de um escritório em Chicago, reunindo 53 fabricantes e cerca de 120 funcionários. As prioridades da entidade há 100 anos incluíam a promoção do produto e o relacionamento com o governo. O foco não estava incorreto, visto que em 1916 o congresso americano protocolou uma moção pela construção de uma rede nacional de rodovias. Para provar o custo benefício dos pavimentos rígidos – feitos de concreto – em contraponto ao asfalto flexível – a PCA liderou uma campanha maciça de anúncios com o slogan Concrete for Permanence, mote que permaneceu durante toda a década de 1950.

Para conhecer mais sobre a PCA e as mais novas tendências de mercado, entre no site da entidade: www.cement.org.

Bloco de concreto consegue redução de ICMS no Paraná

Desde 1º de janeiro de 2016, os principais fabricantes paranaenses de blocos de concreto estão sofrendo menos o impacto do ICMS sobre suas vendas. O decreto 3.121, assinado dia 22 de dezembro de 2015 pelo governador Beto Richa, reduziu a base de cálculo para operações de venda de 18% para 12%. A medida é vista pelo setor como a chance de voltar a competir no mercado. “Em abril do ano passado, quando o ICMS subiu de 12% para 18% para nossos produtos, não tínhamos como repassar isso para o preço e acumulamos prejuízo. Agora, esperamos competir com os pequenos fabricantes que recolhem ICMS menor por serem cadastrados no Simples Nacional”, diz Jorge T. Gai, diretor da Gai Blocos de Concreto Ltda.

Para o fabricante, a redução do ICMS torna o cenário para 2016 mais positivo. “Podemos encarar o ano com alguma perspectiva de recuperação do mercado”, estima o empresário. Outro impulso para o setor, também embutido no decreto 3.121, foi a decisão de criar paridade fiscal entre o bloco de concreto e o tijolo cerâmico, que antes tinha uma base de cálculo de ICMS de 7% e, com a nova lei, subiu para 12%. “Por causa desse tratamento tributário desigual perdemos inúmeras obras. Vários projetos que previam o uso de bloco de concreto foram alterados para bloco cerâmico. Agora, com esta isonomia, teremos fôlego para retomar projetos de bloco de concreto”, afirma Jorge T. Gai.

Fonte: Massa Cinzenta

Sorocaba tem o primeiro pavimento intertravado

A Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP), a ABCP e a empresa Dibloco desenvolveram o primeiro pavimento intertravado “não trepidante”. O piso foi instalado no Jardim Sensorial de Sorocaba, inaugurado na sexta-feira, 11 de dezembro de 2015.

O pavimento possui peças no formato 20 x 20 cm, porém diferenciadas por não terem os chanfros das extremidades superiores. A ideia foi tão bem aceita que deve ser multiplicada nos programas de acessibilidade das cidades da região. O prefeito de Sorocaba, Antonio Carlos Panunzio, já anunciou que irá adotar a solução também em ciclovias da cidade.


Fonte: ABCP

Museu do Amanhã assenta ciência sobre o concreto

Inaugurado dia 17 de dezembro de 2015, o Museu do Amanhã é a obra icônica de uma área revitalizada na cidade do Rio de Janeiro para os jogos olímpicos. Com seu acervo voltado para retratar a ciência, o museu está assentado sobre uma esplanada de concreto, defronte para a Baía da Guanabara. O projeto foi concebido pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. A construção envolve estruturas de aço, concreto, alvenaria convencional e até drywall. A modelagem contou com a tecnologia BIM e, como no Brasil não existem normas técnicas específicas para o tratamento acústico de museus, o empreendimento precisou usar a norma australiana AS 2107:2000. Na obra, foram empregados 22 mil m³ de concreto armado.

Com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), a edificação persegue conceitos de sustentabilidade até então inéditos no Brasil. A cobertura, com telhas aladas, não tem apenas função estética. Cada uma das 48 peças fabricadas em Portugal está conectada a um mecanismo que permite que elas se movimentem de acordo com o posicionamento do sol. Equipadas com 5.492 placas fotovoltaicas, as telhas de aço captam a luz solar para transformá-la em energia elétrica. Já o espelho d´agua que envolve o museu interage com o sistema de climatização do prédio. Ele capta a água da Baía da Guanabara, despolui uma parte – devolvendo-a ao mar – e armazena outra para usar na refrigeração do prédio. A economia estimada com esse processo é de 9,6 milhões de litros de água por ano.

Fonte: Massa Cinzenta