Conheça o projeto FIT: uma revolução no mercado brasileiro de concreto

A RCO acaba de se tornar a primeira empresa a oferecer um processo completo para instalação de usinas de concreto no Brasil, incluindo planejamento, processos e equipamentos eficientes. A solução tem um nome bastante apropriado: Projeto FIT e foi apresentada, em primeira mão, na Concrete Show 2014.  A ideia da RCO é resolver questões básicas e complexas para as instalações de novos investidores ou de concreteiras e empreiteiras que buscam expansão de suas plantas.

“Com o projeto FIT, oferecemos ao mercado um serviço completo de consultoria empresarial para dimensionamento do negócio, incluindo escolhas logísticas, definições dos equipamentos, treinamento de mão de obra e todo o roteiro complexo de informações necessárias para um planejamento estratégico na montagem de plantas para produção de concreto usinado”, explica Carlos Donizetti de Oliveira, diretor executivo da RCO.

Segundo ele, a RCO reuniu o que há de mais moderno e competente para nortear o estabelecimento de uma nova concreteira. E isso inclui aspectos que vão desde a concepção da planta até a sua operação, eliminando erros que comprometem a efetividade do negócio. “O FIT está apoiado em três pilares: inteligência, economia de recursos e redução no período de implantação. Isso ocorre porque garantimos que os investimentos aportados sejam os corretos, reduzindo também o lead time de projeto”, detalha Carlos Oliveira.

Entre os principais serviços, o FIT oferece estudo de viabilidade econômica e elaboração do planejamento estratégico, incluindo aspectos de marketing, organograma e projeções de fluxo de caixa. “Ainda engloba projeto arquitetônico, instalação e start-up dos equipamentos e construção de prédio administrativo”, completa o executivo.

RCO apresenta silo horizontal eficiente

A RCO quebra paradigmas e demonstra que os silos horizontais podem ser tão eficientes quanto os verticais e apresenta equipamento com tecnologia europeia cuja principal característica é não apresentar problemas para a descarga de materiais. Com modelos de 47 a 150 toneladas, os silos horizontais são ideais para as plantas que possuem limitação de altura e não podem adotar os equipamentos do tipo vertical. A aplicação dos silos horizontais é ampla e inclui armazenagem de cimento, cal, areia, bentonita, sílicas e diversos outros tipos de materiais em pó. “Eles podem ser utilizados em conjunto com centrais de concreto, ou aplicados isoladamente, no processo produtivo do cliente”, informa Carlos Donizetti de Oliveira, diretor executivo da RCO.

A eficiência do equipamento é garantida pelo sistema de extração de material exclusivo da RCO, onde o processo é realizado através de rosca transportadora tipo calha. Essa tecnologia oferece escoamento perfeito do material devido ao contato que ele tem com a rosca transportadora ao longo de todo o percurso do helicoide (hélice), presente na parte inferior do silo.

Além disso, o design diferenciado do silo horizontal da RCO facilita o escoamento do material para a rosca transportadora e isso supre o efeito da gravidade, que dá a eficiência dos silos verticais. “A mobilidade é a principal vantagem desse equipamento e ela existe porque as ligações elétricas e pneumáticas são feitas na nossa fábrica, permitindo que o silo siga pronto para a montagem no destino”, explica o diretor executivo da RCO. “A instalação no local de trabalho não necessita de fundações de concreto e tudo pode ser feito com apenas um terreno nivelado e compactado. Isso reduz consideravelmente os custos e prazos do cliente tanto para a instalação quanto para a desmobilização em caso de operações móveis”, complementa.

O silo horizontal é montado rapidamente – em apenas duas horas – e de forma simples, segundo Carlos Oliveira. A mobilização e desmobilização do equipamento também é simplificada, pois tudo pode ser transportado em apenas uma carreta. “O equipamento não possui rodas, o que minimiza custos operacionais e exclui a necessidade de documentação dos órgãos de fiscalização de trânsito”, pontua o executivo.

O silo horizontal da RCO foi projetado por um parceiro britânico, o que o coloca como o único equipamento desse nível disponível para comercialização no Brasil.

 

Quando o Brasil vai deixar a turma do fundão?

Fonte: www.infraroi.com.br

Se as várias explicações de um fenômeno forem idênticas em tudo, a mais simples é a melhor”. Essa seria uma frase atribuída ao frade franciscano inglês Guilherme de Ockham e que seria, grosso modo, a base da teoria da Navalha de Ockham. A opção pelo caminho mais lógico pode ser a mais eficaz também em infraestrutura. Foi o caso da concessionária que administra a Ponte Rio-Niterói. Em 2009, ao otimizar os espaços vagos da via e adicionar mais uma pista, ela aumentou em 15% a capacidade de tráfego, sem construir nada. Esse é um dos exemplos do estudo Brazil’s path to inclusive growth, publicado em maio último pelo McKinsey Global Institute (MGI). De autoria dos especialistas Heinz-Peter Elstrodt, James Manyika, Jaana Remes, Patricia Ellen e Cesar Martins, o documento usa a navalha de Ockham com propriedade.

O material começa relembrando – infelizmente – o fato de que, em termos de qualidade de infraestrutura, o Brasil está na turma do fundão, classificado em 114 lugar no ranking do Fundo Econômico Mundial. Pela classificação, estamos abaixo do Camboja, Etiópia e Uganda. A sinalização dada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um bom indicador, segundo o MGI, mas o momento pede foco para que sejam alcançados resultados mais rápidos e com melhor execução. Um dos principais problemas na área de infraestrutura é o planejamento ou, aliás, a falta de, como ficou comprovado pela corrida contra o relógio da Copa. A ausência de um norte é tão clara que nem se fala mais em começar os projetos de mobilidade urbana e sim em acabar os estádios a tempo.

A análise do MGI é cirúrgica ao dizer que os maiores projetos de infraestrutura no Brasil carecem de uma ligação com a rede de logística existente ou enfrenta sérios gargalos. Santos, maior porto do país em carga, não têm ramais dedicados de ferrovias. Parte da carga que entra ou sai por ele passa pelas mesmas vias usadas para transporte de passageiros, destaca o documento. Algumas das plantas de geração eólica já construídas no Nordeste, ainda segundo a consultoria, não fazem parte da geração integrada de energia porque o governo federal está atrasado na construção de linhas de transmissão.

Apesar dos erros, o país pode se beneficiar de experiências internacionais. Uma delas se refere ao mapeamento dos gargalos. O gerenciamento mais atento e o maior controle do orçamento estão entre elas. O MGI baseia sua análise nos dados de aproximadamente 40 estudos prévios sobre entre 1994 e 2012, os quais mostram que é possível reduzir em cerca de 30% os custos dos projetos de infraestrutura. A redução começa mesmo antes de qualquer movimentação de terra, incluindo a aceleração dos processos de aprovação, além das várias simulações de diversos projetos ao mesmo tempo. São etapas que ajudam na escolha de materiais e a planejar melhor cada etapa. Os recursos do chamado big data são um dos exemplos mais recentes: histórico de dados que podem construir modelos otimizados dos empreendimentos em análise.

No caso do Brasil, o MGI lembra que uma das barreiras mais difíceis é a burocracia para licenciamento ambiental, fase que pode se prolongar por várias instâncias. No caso das pequenas centrais hidrelétricas, por exemplo, há a necessidade de aprovação de órgãos municipais, estaduais e federais e regulações que podem mudar ao longo do tempo. Outro problema é o financiamento. Dados da McKinsey indicam que 75% dos investimentos totais em infraestrutura nos últimos quatro anos foi bancado por financiamento público. De 2005 a 2011, os desembolsos do BNDES teriam crescido a uma média de 20% ao ano. Já o incremento das receitas que alimentam os fundos de financiamento não acontecem na mesma medida e o exemplo dados pelo MGI é o do PIS/Pasep, que teria apresentado uma média de crescimento de 15% ao ano, portanto abaixo do nível dos investimentos do BNDES. A solução, de acordo com a consultoria, reside em investimentos privados.

Aqui, a cobra volta a morder o rabo: os investidores privados precisam de uma legislação estável em áreas como as de meio-ambiente e garantias de respeito aos contratos, além de uma clareza em termos de tributação. Sem isso, os projetos acabam tendo um custo maior. As incertezas levaram, por exemplo, a um aumento de 5% nos projetos de infraestrutura na área de água em 2003, segundo o Banco Mundial. Somente esse fator de risco pode aumentar em 20% a tarifa ao consumidor final. A saída para o imbróglio seria uma avaliação dos projetos também do ponto de vista do investidor.

É o caso do Chile, que possui um Plano Master de Infraestrutura e criou um planejamento de longo prazo desvinculado da agenda política. Com ele, há um plano que considera cada projeto de acordo com o que já existe em termos de infraestrutura e como poderia haver a integração das pontas. As análises e métricas são padronizadas permitindo a integração de informações, o que facilita a priorização dos investimentos. Se uma iniciativa como essa fosse tomada, não teríamos quadros como os citados acima, nos quais a iniciativa privada entregou vários parques de geração eólica no prazo, mas o governo nem tinha iniciado as linhas de transmissão. A lista de erros pode ser ampliada ao infinito. A questão, no entanto, é saber se o Brasil consegue ter uma agenda de infraestrutura independente da política, algo difícil principalmente na disputa acirrada que se avizinha em termos de eleição presidencial.