Brasil pode aumentar consumo de aditivos de concreto

Especialista em aditivos para concreto, ouvido pela RCO News, confirma que o Brasil tem potencial para aumentar o consumo de aditivos. Para ele, o uso de equipamentos corretos, caso das centrais dosadoras, também contribui para isso

Shingiro Tokudome, Gerente Executivo da unidade de negócios MC para Indústria de Concreto da MC Bauchemie, acredita que o Brasil tem espaço para consumir mais aditivos. Para o especialista, o país apresenta a característica de sempre estar aberto às inovações e, portanto, o consumo sempre estará alinhado aos aditivos utilizados internacionalmente em variedade e quantidade. “Quanto mais o mercado consumir concreto, mais crescerá o uso de aditivo”, argumenta.

Outro ponto destacado pelo executivo é a avaliação sobre a evolução da tecnologia de aditivos. Para Tokudome, o produto do tipo mid-range ou intermediário, composto por dispersantes poliméricos desenvolvidos via modelagem computadorizada, destaca-se como aplicação de alto nível. O especialista lembra que esse tipo de insumo oferece alta redução de água e mantém a consistência personalizada, de acordo com a necessidade da obra. Ele ainda ressalta a excelente manutenção da trabalhabilidade que aditivos mid-range conferem ao concreto e à possibilidade de poderem ser usados na própria central de concretagem. Para ele, trata-se da solução mais apropriada para atender a NBR 8953/2015 no quesito abatimento do concreto de classe S100, S160 e S220.

Três questões importantes, segundo o especialista em aditivos

RCO News: Como esses produtos melhoram a qualidade da mistura final?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Os aditivos atuam com várias funções, como controle de tempo de pega e consumo racional de aglomerantes. Também permitem alcançar resistência mecânica inicial e final de acordo com a especificação. Além de influenciarem na melhoria da trabalhabilidade e no controle da manutenção do abatimento “slump”. Outro ponto positivo é o controle térmico da hidratação do concreto, redução da água de amassamento (muito importante para o momento atual de estiagem) e atendimento de projetos com especificações exigentes, diminuindo a porosidade do concreto e aumentando sua durabilidade. Na produção do concreto, ele facilita a homogeneização dispersando melhor os finos, permite estender o tempo de transporte mesmo em climas quentes e melhora o processo de bombeamento. Os aditivos conferem ainda rapidez na concretagem.

RCO News: Qual a importância dos equipamentos, como centrais de concreto, no uso adequado de aditivos para concreto?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Os equipamentos são muito importantes na garantia do melhor desempenho do aditivo no concreto. Uma vez que a central está preparada com sistemas de dosagens de aditivos com baixa tolerância de erro, ela permite a fabricação do concreto mais homogêneo entre uma carga e a outra. No quesito misturadores ou caminhões betoneiras, quanto mais compatibilizado estiver a energia de homogeneização do equipamento com a característica do concreto, maior será o aproveitamento da capacidade de dispersão dos aditivos.

RCO News: Como esses equipamentos podem contribuir de forma positiva para a melhor administração do concreto?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Neste quesito, acredito que os equipamentos de dosagem existentes no mercado, principalmente os gravimétricos, atendem muito bem as necessidades atuais. Com relação aos misturadores ou caminhões betoneiras, a manutenção preventiva sempre irá contribuir para um menor desvio padrão na produção do concreto permitindo trabalhar com dosagens de concreto mais racional.

Areia de brita: uma oportunidade que merece atenção

A busca por formas econômicas e eficientes para produzir areia de brita está aumentando, à medida que os depósitos de areia natural localizados próximos de centros em crescimento estão se esgotando e as leis ambientais ficam mais exigentes. Ao mesmo tempo, muitos produtores de agregados estão estudando a possibilidade de produzir areia de brita e tratar as crescentes pilhas de resíduos das pedreiras que contém considerável proporção de agregados finos comerciais

Existe uma solução que beneficie todas as partes envolvidas? Rolands Cepuritis, um especialista do uso de areia triturada na produção de concreto, e Tero Onnela, Especialista de Processo de Trituração da Metso, examinam a questão em profundidade.

A AREIA DE BRITA PODE SUBSTITUIR A AREIA NATURAL EM UMA SÉRIE DE APLICAÇÕES

A areia —independentemente de ser extraída de brita natural ou de depósitos de areia, ou ser produzida com rochas sedimentares trituradas— é usada em diversas aplicações graças às suas qualidades minerais e físicas. A aplicação mais comum da areia é o concreto, composto por cerca de 30-40% do volume de material.

Tero Onnela insiste no ponto básico: “O concreto é o material mais comum produzido pelo homem; pode ser encontrado em qualquer lugar. É um elemento essencial na construção de infraestruturas e no setor da construção. Uma grande parte da rede de rodovias dos EUA foi construída em concreto durável que suporta o tráfego pesado e as mudanças das condições meteorológicas. As barragens —como a Barragem das Três Gargantas, na China, onde o equipamento de britagem da Metso foi utilizado para produzir agregados— constituem as maiores estruturas construídas com concreto.

A AREIA NATURAL É UM RECURSO CADA VEZ MAIS ESCASSO

“O asfalto, comum na construção de estradas e rodovias, é a segunda aplicação mais importante. Há também os conhecidos agregados funcionais usados, por exemplo, para a purificação da água em estações de tratamento, campos de golfe e silos, em parques infantis, campos de equitação, assim como rodovias e calçadas em lugares expostos a gelo e neve para prevenir deslizamentos e derrapagens. Em todas essas aplicações, é possível substituir a areia natural pela areia de brita e até mesmo melhorar as propriedades do produto final”.

O uso de areia natural é regulamentado por lei em muitos lugares e totalmente proibido em outros, como Japão. Alguns países, incluindo a Suécia, apelam para o uso de areia de brita ao invés de areia natural sempre que possível. Na Austrália e no Brasil, as restrições para obter as licenças também estão aumentando. A extração ilegal de areia está se tornando um problema em alguns países em desenvolvimento, onde a demanda é muito alta e a fiscalização é ineficiente. A venda de areia é considerada uma maneira rápida de obter dinheiro com pouco investimento —tudo o que se necessita é um caminhão, um motorista e um lugar de onde extrair a areia. Esta é uma das razões pelas quais a Índia, entre outros, estabeleceu uma política de areia para estimular a criação de novas unidades de produção de areia artificial, facilitando o processo de permissões para novas pedreiras. “Eu diria que há três categorias de países. Veja, por exemplo, a Suécia, onde existe um imposto especial para a brita natural que regula a extração de areia. Outros países europeus restringem a abertura de novos poços através de outros meios. E há países, como a Índia, Singapura e Malásia, que enfrentam enormes problemas com recursos de areia natural esgotados ou que estão diminuindo rapidamente. Nesses países, a areia é extraída de poços abertos, de praias, de dunas interiores e dragada dos leitos do mar e rios. A legislação nem sempre está atualizada ou simplesmente não é efetiva”, assinala Rolands Cepuritis.

AREIA DE BRITA NA PRODUÇÃO DE CONCRETO

Atualmente, Rolands Cepuritis está finalizando sua tese de doutorado em Desenvolvimento de areia de brita para a produção de concreto com microproporção. Ele tem uma clara visão de por que a areia de brita é adequada para a produção de concreto:

“Os fabricantes de concreto precisam de margens de segurança mínimas na resistência à compressão de seus produtos. Quanto maior for a variabilidade das matérias-primas, maior será o conteúdo de cimento necessário para manter o nível dessas margens. Assim, o custo das matérias-primas de qualidade e variabilidade inferiores pode ser comparável ao custo de materiais de qualidade variável. Com a areia de brita produzida através de um processo de engenharia controlado, é possível obter uma qualidade estável. É muito mais difícil controlar a variabilidade da areia natural, especialmente se a areia não for lavada”, diz.

No entanto, nem sempre é viável lavar a areia devido a problemas como falta de espaço, disponibilidade de recursos hídricos, questões ambientais derivadas da drenagem de tanques e problemas operacionais em lugares expostos a temperaturas de congelamento, por exemplo, nos países nórdicos. “Há também outros benefícios técnicos diretos do uso de areia de brita. Por exemplo, os grãos de areia natural são arredondados como resultado do desgaste natural, e as partículas de areia de brita são tipicamente angulares e têm textura mais áspera em sua superfície, permitindo melhor ligação com a pasta de cimento no concreto e oferecendo, assim, melhores propriedades de resistência para o mesmo consumo de cimento (relação água/cimento constante)”.

Quando se desenvolve um produto de concreto com areia natural, as oportunidades de melhora são escassas. Mas com a areia de brita há muito mais oportunidades: existe uma ampla gama e você pode encontrar a que melhor se adapte aos diferentes tipos de concreto. Um obstáculo totalmente diferente é a aceitação do uso de areia de brita na composição mista. Por exemplo, em Queesland, Austrália, ainda se requer que 40% dos agregados finos usados em uma composição mista de concreto seja de areia natural. Isto deverá mudar no futuro para refletir o declínio da disponibilidade de recursos e melhorar a oferta de produtos de areia de brita de alta qualidade.

ARGUMENTOS ECONÔMICOS?

A legislação e a disponibilidade de areia natural definem o preço da areia e, consequentemente, a rentabilidade. Também há custos associados à obtenção de licenças, que podem inviabilizar economicamente a extração do recurso. “Os custos de transporte das pedreiras têm contribuição significativa no custo total do produto para o usuário final. Se o produto final tem valor superior, como no caso da areia de sílica para a fabricação de óculos, custos mais altos de transporte podem ser aceitáveis. Produtos de areia com grandes volumes e margens inferiores constituem uma situação diferente. A planta de produção de areia necessita estar próxima de onde ela será utilizada”, explica Onnela.

“Isso significa muito em termos de economia de escala. Se você dispõe de um bom areeiro no lugar onde a areia será usada, você simplesmente peneira a areia no lugar correto. Com a areia de brita, você precisa considerar muitos outros aspectos. A trituração de rocha sedimentar tem custos de produção mais altos e há custos adicionais envolvidos. Entre 30-40% — e algumas vezes até 50%— da rocha triturada pode acabar indo para a pilha de resíduos da pedreira. Quanto menor for o tamanho da partícula e mais suave o material extraído, maior será o volume de resíduos gerados. Para melhorar a rentabilidade, você precisa reduzir a quantidade de resíduos ou pensar em novos usos para os finos”, esclarece Onnela.

“As partículas inferiores a 4 mm são, com frequência, consideradas resíduos, isto é, não são suficientemente boas para qualquer finalidade. Normalmente, o material é empilhado e, cada vez mais, os produtores têm de pagar taxas de resíduos por suas pilhas. Se os finos pudessem ser usados e vendidos para outros fins, todas as partes seriam beneficiadas. Na Finlândia, este tipo de resíduo de pedreira pode ser parcialmente usado no revestimento de superfícies de caminhos e pátios. De acordo com Onnela, elaborar um argumento econômico depende muito de como o setor desenvolve e adapta as propriedades técnicas da areia de brita para diferentes aplicações. Trata-se também, em boa medida, de educar e convencer as partes interessadas sobre as boas qualidades da areia de brita para que ela seja aceita e amplamente adotada. Naturalmente, o preço deve ser competitivo.

“É possível usar a maioria das rochas para a produção de concreto. É necessário que a rocha tenha um certo grau de dureza. Um dos maiores inimigos é o alto conteúdo de mica, cuja remoção é difícil e cara. A questão é: como está o mercado? Há muita concorrência? Em outras palavras, há muita areia disponível a um preço razoável?”,diz. “A qualidade da areia natural varia mais do que a areia produzida em processo industrial. A qualidade consistente é uma característica típica da areia de brita. Os fabricantes de concreto se beneficiam do uso de areia com qualidade estável porque ela lhes permite usar menos cimento, normalmente entre 5-20% menos. A redução do uso de cimento também favorece o meio ambiente através da redução das emissões de CO2”, continua Onnela. Cepuritis aborda o problema com um exemplo ilustrativo:

“Vou citar, como exemplo, um caso da Noruega. Neste caso, a distância de transporte é curta, menos de 40 quilômetros —tanto para a areia industrial como para a natural. O preço da areia natural de alta qualidade é 80-85 NOK por tonelada, e o preço da areia de brita como um subproduto da produção de agregados graúdos é 30-35 NOK. Há espaço para investir recursos na melhora da qualidade. Para adicionar um britador VSI, você deveria incluir 10 NOK nos custos de produção, e para a classificação de finos, outros 10 NOK. Isto permitiria obter um produto com uma margem de lucro mais alta. No entanto, não é tão simples: você também deve ser capaz de investir recursos consideráveis no desenvolvimento de todo o processo. O produtor necessita trabalhar junto com o cliente e entender suas necessidades —e praticar vendas técnicas em um nível totalmente novo que, em geral,  não é comum no mercado de agregados. É, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade”. A pedreira Velde Pukk, em Sandnes, Noruega, é um bom exemplo de como aproveitar ao máximo as matérias-primas disponíveis. “Eles operam em pedreiras, perfuração de rochas, transporte, concreto pré-misturado, decapagem de superfícies, aterros sanitários, produção de asfalto e pavimentação, além da reciclagem de concreto e asfalto”, observa Onnela.

A ESCOLHA DA TECNOLOGIA CORRETA

“A produção de areia de brita é normalmente um processo muito mais complexo do que a simples extração de areia natural. As plantas de areia de brita autônomas são raras e a produção está, normalmente, integrada na produção de agregados”, explica Cepuritis. “O layout exato de uma planta de britagem pode variar. O processo de produção normalmente envolve diversos estágios de redução de tamanho, incluindo britagem, transporte, controle de tamanho e equipamento de classificação”.

“Em termos de equipamento, toda a tecnologia necessária já está lá. A Metso tem um amplo conhecimento nessa área e pode fornecer critérios valiosos para os clientes que estejam considerando a fabricação de areia de brita”, diz Onnela.

“Estamos desenvolvendo novas soluções. O maior problema é a tecnologia dos materiais para concreto. Até agora, todos os manuais têm sido escritos assumindo como norma o uso de areia natural. Os técnicos não conhecem suficientemente o novo material britado ou como otimizar seu uso. Ao longo dos últimos anos foram feitas inúmeras pesquisas, mas elas não têm sido muito aplicadas”conta o especialista.

“Se você quer desenvolver um produto de areia de brita na pedreira, você deverá ter um bom conhecimento do material final, ou seja, o concreto. Não se trata de simplesmente dar uma amostra ao cliente final —ele fará testes com o conhecimento atual e, em muitos casos, falhará. Ao invés disso, é necessária uma abordagem de venda técnica muito mais direta para educar o cliente quanto às possibilidades do novo material e conduzir ensaios de laboratório juntos – da mesma forma que, por exemplo, são vendidos os aditivos para o concreto”, conclui Cepuritis.

AREIA MANUFATURADA OU AREIA DE BRITA?

Areia manufaturada, areia industrial, areia de brita, areia enriquecida, areia projetada e areia artificial são nomes usados para falar sobre os substitutos da areia natural.

De acordo com Rolands Cepuritis, areia manufaturada é provavelmente o termo mais popular, com a típica definição de um material entre 0/2 mm, 0/4 mm ou algumas vezes de 0/8 mm processado a partir de rocha ou brita triturada e destinado para a construção civil para diferenciá-lo dos finos de pedreiras. No entanto, não existem critérios quantitativos universalmente aceitos que definam quando a areia melhorada de finos de pedreiras se torna areia manufaturada. Cepuritis recomenda areia de brita como o melhor nome para todos os agregados finos para concreto com um tamanho máximo de 8 mm e produzidos pela britagem de rocha ou brita dura. Isto inclui todos os tipos possíveis de agregados finos produzidos pela britagem de rocha e facilitaria o uso de critérios baseados no desempenho para entender a qualidade da areia de brita atual, ao invés de termos qualitativos, como areia de qualidade manufaturada.

*Este material foi retirado da revista Results Minerals + Aggregates, produzida pela Metso.

Sobre a Metso

A Metso é líder no fornecimento de desempenho de processos, com clientes nos setores de mineração, construção, e petróleo e gás. Possuímos soluções e serviços de ponta para melhorar a disponibilidade e a confiabilidade no processamento de minerais e controle de vazão, proporcionando melhorias no processo e lucro sustentáveis. As ações da Metso estão listadas na bolsa de valores de NASDAQ OMX Helsinki LA Metso emprega cerca de 16.000 profissionais em 50 países. Expect results.

www.metso.com, www.twitter.com/metsogroup

AVS Artefatos adota silos da RCO em fábrica inovadora de blocos de concreto leve

Empresa gaúcha é a única no Brasil a adotar o poliestireno (isopor) como ingrediente da produção de concreto leve, material que pode reduzir, em média, 30% do custo total de obras

A AVS Artefatos, sediada em Soledade (RS), aposta na produção de blocos celulares de concreto leve para avançar no mercado de construção civil brasileiro. Desde o começo desse ano, a empresa gaúcha ativou sua planta de produção, com capacidade mensal de 900 m3. Trata-se de uma tecnologia adotada há mais de 20 anos na Europa e que, além de sustentável, agrega uma economia média de 30% no custo final de uma obra em relação à alvenaria tradicional. Os blocos, com 60 cm de comprimento, 30 cm de altura e quatro medidas de largura (5, 10, 15 e 20 cm), são usados, entre as principais aplicações, para fechamento de paredes, escadas de incêndio, divisórias, além de substituição de paredes de gesso acartonado.

No Brasil, a AVS é a única que fabrica os produtos com adição de poliestireno (EPS, isopor), know how desenvolvido na Rússia e importado pela empresa brasileira. Apresentando alta resistência ao fogo, os blocos celulares de concreto leve permitem ainda um alto isolamento térmico e acústico e podem ser facilmente aplicáveis, inclusive dispensando o uso de massa grossa e chapisco. Com tantas inovações, a fabricante precisava ativar uma planta flexível e com rápida capacidade de expandir sua produção, etapa que contou com a participação da RCO, fornecedora dos dois silos de armazenamento que fazem parte da fábrica da AVS.

Cada um dos equipamentos, modelo S-70-98, tem capacidade para armazenar 98 toneladas de materiais. Um deles é carregado com cimento Portland e o outro com cinzas volantes de carvão. Em sincronia e por gravidade, ambos abastecem os equipamentos de mistura para a produção do bloco celular. Ao lado do cimento, ingrediente tradicional da fabricação de blocos de concreto, a AVS adota espumígeno, poliestireno e aglutinantes, além das cinzas volantes, resíduos provenientes de usinas térmicas a carvão. “A reação química a frio entre todos esses elementos produz uma massa homogênea, com alta porcentagem de poros esféricos de dimensão regular e esférica, que permanecem estáveis, incomunicáveis e indeformáveis, resultado numa massa seca de peso aproximado de 600 kg/m3”, explica João Francisco de Farias Santos, sócio-administrativo da AVS. Segundo ele, a redução do custo final da obra onde são adotados os blocos celulares de concreto leve acontece em razão da economia nas fundações, na superestrutura, nos pilares e vigas, e no chapisco e reboco. A diminuição também ocorre em relação à mão de obra.

Ao montar a linha de produção, o executivo destaca que a AVS precisava construir uma unidade que atendesse vários requisitos, inclusive o layout do projeto industrial original, ou seja, com tecnologia russa. Com a exigência de dois silos, o projeto também demandava uma estrutura flexível, inclusive para atender a potencial expansão de uma para duas linhas. “Temos uma fábrica automatizada, que emprega apenas seis colaboradores para produzir mensalmente os 900 m3 de bloco celular”, complementa João Francisco. Caso o mercado responda às expectativas da empresa, o executivo lembra que a unidade industrial está pronta para dobrar a produção sem a necessidade de instalação de novos silos e sim com o aumento do turno de trabalho.

Operacional há seis meses, a fábrica da AVS começou a ser delineada há mais de um ano e meio. O fornecimento dos blocos celulares tem atendido, nessa primeira fase, somente as construtoras gaúchas, mas deve ampliar seu foco. Sobre os equipamentos da RCO, João Francisco é enfático: “os silos atenderam todas as nossas necessidades”, argumenta.

De acordo com Leonardo Cavalcante, coordenador Comercial da RCO, todo um trabalho de adequação ao projeto da planta da AVS foi feito para atender as necessidades da empresa. “A AVS nos enviou as dimensões do projeto básico russo e, com essas informações, percebemos que precisaríamos ajustar as roscas transportadoras para que se encaixassem perfeitamente no equipamento importado”, explica. Ainda segundo Cavalcante, a robustez do equipamento e seus componentes de primeira linha foram essenciais para manter a qualidade do produto final.

RCO apoia seminário promovido pela ABCP

No último dia 15 de outubro, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), em parceria com a RCO, promoveu o seminário “Desafios do projeto, produção e aplicação do Concreto”. O evento, que teve como principal objetivo, promover debates sobre tendências, práticas e tecnologias do concreto, contou com a participação de empresários e especialistas do setor.

Para Alex Nogueira, representante comercial da RCO, os resultados do encontro foram muito positivos. “Tendências importantes de mercado e projeções que podem, inclusive, impactar na qualidade produtiva do concreto foram temas abordados”, diz. “Com isso, o seminário promove maior profissionalismo e rigor técnico no setor concreteiro”, complementa.

Gestão Urbana: “Curitiba, a experiência em gestão urbana” abre inscrições

Ciclo de palestras será realizado no próximo dia 6 de novembro. Número de vagas é limitado a 300 pessoas

Criada em 2010 com o objetivo de informar estudantes e fomentar o interesse pela realização de trabalhos e pesquisas de meio ambiente, planejamento urbano e administração pública, a rodada de palestras “Curitiba, a experiência em gestão urbana” acaba de abrir as inscrições para a edição de 2015. Os interessados podem fazer o registro gratuitamente pela internet, mas vale ressaltar que o número de vagas é limitado a 300 participantes.

Organizado pela Urbs, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e os Institutos de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) e Municipal de Administração Pública (Imap), o evento contará com a apresentação de três palestras que apresentam as ações de Curitiba nas áreas de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Transporte Público.

Serviço

Para fazer a inscrição pela internet, acesse o endereço: http://aprendere.curitiba.pr.gov.br/cursos/inscricao/37416.

Para informações ou em caso de qualquer dificuldade para fazer a inscrição entre em contato pelos telefones (41) 3350-9584; 3350-9562; e 3350-9597.

Fonte: InfraROI

RCO firma parceria com instituições de ensino e lança o programa “De Portas Abertas”

Iniciativa permite que alunos de ensino fundamental, médio e superior visitem as instalações da fabricante

Em 2015, a RCO, fabricante de silos e centrais de concreto, lançou uma série de ações com o objetivo de estimular o setor e promover a aproximação da empresa com o público. Seguindo essa lógica, a empresa iniciou um novo programa, denominado “RCO de Portas Abertas”. Com a iniciativa, alunos de qualquer instituição de ensinos fundamental, médio e superior, podem visitar a empresa e conhecer seu processo de produção.

Só no primeiro mês, o programa levou cerca de 30 alunos para as instalações da RCO. De acordo com Celso Carvalho, gestor de pessoas da companhia, o objetivo da ação é proporcionar aos estudantes o contato direto com a realidade dos negócios. “É a chance de perceberem como a teoria funciona na prática, principalmente nos processos de engenharia e produção mecânica”, diz.

Um grupo de jovens do ensino fundamental da Escola Municipal Inspetor Pedro Mazza, em Tambaú, foram os primeiros a conhecer o caminho percorrido pelos equipamentos da fabricante. Segundo Carvalho, a área de produção, na qual se encontram empilhadeiras e outras máquinas de grande porte, foi a que mais chamou a atenção dos visitantes mais jovens. Em outra oportunidade de visita à empresa, estudantes de graduação em Psicologia procuraram conhecer o dia-a-dia na gestão de pessoas e políticas organizacionais. “No caso dos estudantes do ensino superior, o foco se deu nas políticas internas adotadas pela RCO”, explica Carvalho.

Para a estudante de psicologia, Flaviany Modena, a experiência foi uma chance de vivenciar os resultados do trabalho em equipe. “Todos foram muito atenciosos e apresentaram tudo com muito cuidado”, diz. “Consegui entender que se trata de uma equipe organizada, que busca o melhor para seus colaboradores”, complementa.

Essa não é a primeira vez que a RCO estreita seu relacionamento com estudantes. Em agosto, durante a Concrete Show South America, maior feira do setor concreteiro da América Latina, a fabricante contou com mais atendentes que normalmente. Isso porque parte do time RCO foi designado para o atendimento a estudantes de engenharia civil, curso que, geralmente, visita mais a feira. “Muitos alunos frequentam o evento e queríamos ajuda-los”, conta Oliveira.

Alunos do ensino regular que visitaram a RCO

O “RCO de Portas Abertas” não tem data de término, nem restrições em relação às instituições de ensino. Basta que a escola ou faculdade interessada entre em contato com a empresa e reserve uma data.

RCO participa da Conexpo Latin America no Chile

Feira e congresso começam dia 21 de outubro em Santiago. Foco da empresa é divulgar soluções que estão fazendo sucesso no Brasil e que podem ser adotadas nos países vizinhos

Com previsão de crescimento de 20% em 2015, a RCO está na contramão da crise econômica atual. A estratégia da empresa – de ganhar participação de mercado no Brasil, com novas soluções personalizadas e com um pós-venda diferenciado – vai ser apresentada aos potenciais clientes latino-americanos a partir do dia 21 de outubro. A fabricante brasileira participa da Conexpo Latin America, que acontece em Santiago, capital chilena, durante quatro dias.

“O mercado latino-americano, principalmente o da América do Sul, é interessante para o tipo de equipamento que temos fabricado”, explica Carlos Donizette de Oliveira, diretor da RCO. Segundo ele, ao incorporar alta tecnologia e equipamentos para segmentos personalizados, a RCO vem ganhando espaço no Brasil. Na avaliação dele, a mesma estratégia pode ser replicada nos países vizinhos, com as devidas adaptações.
O primeiro passo já foi dado. Há três anos, a RCO tem exportado equipamentos para a Bolívia: duas centrais dosadoras CDR-30-RS – uma em 2013 e uma em 2014. Já em 2015, a segunda central recebeu um upgrade, com a implementação de um descarregador de BIG-BAG com balança. Também neste ano, uma CDR-60, da RCO, saiu do Brasil com destino ao país vizinho.


Novos equipamentos para novos mercados, inclusive da América LatinaUm dos destaques que a equipe da RCO deve mostrar no Chile são as soluções compactas para empresas que começam a entrar no mercado de produção de concreto. Entre elas, a Central Dosadora de Concreto Móvel Nomad D-20 e o Silo Aparafusado Vertical com diâmetro de 3000 mm.Nos dois casos, a principal característica é a mobilidade. O silo, por exemplo, com montagem aparafusada permite que seja deslocado, rapidamente de uma obra a outra, diferenciando-se dos modelos montados com solda. Além disso, a logística para transporte destes novos equipamentos é reduzida, pois eles podem ser movimentados em contêineres. Já a Nomad D-20, com produtividade em 20 m³/h, pode substituir centrais dosadoras tradicionais. A linha de centrais dosadoras NOMAD RCO ainda conta com modelos de produtividade de 30 e 40 m³/h.

Tecnologia de ponta já adotada no Brasil

Além de novas soluções, a RCO vai destacar soluções inovadoras já adotadas no Brasil. É o caso do silo horizontal, cuja maior vitrine brasileira é a construção da Linha 4, do Metrô do Rio de Janeiro. Três deles estavam alocados na obra e foram especialmente desenhados em função da limitação de altura dos túneis da via em construção.

A eficiência do equipamento é garantida pelo sistema de extração de material exclusivo da RCO, onde o processo é realizado através de rosca transportadora tipo calha. Essa tecnologia oferece escoamento perfeito do material devido ao contato que ele tem com a rosca transportadora ao longo de todo o percurso do helicoide (hélice), presente na parte inferior do silo.

Dispositivo garante maior segurança aos silos

Outra novidade da RCO é o dispositivo que aumenta a segurança da operação de silos verticais e horizontais da própria marca ou de outros fabricantes. O sistema inclui sensores, painéis eletroeletrônicos e avisos sonoros, indicando os níveis de armazenagem do silo. A tecnologia também monitora a ocorrência de excesso de pressão no interior do equipamento.

Com esses dados, os técnicos e responsáveis conseguem evitar possíveis riscos de explosões ou implosões, acidentes com colaboradores e entupimentos de filtros. Além da segurança dos operadores, o dispositivo de segurança amplia a durabilidade estrutural do silo. “O risco de explosões sempre deve ser avaliado, principalmente em locais fechados como os túneis, mas a instalação do dispositivo é opcional”, detalha Oliveira.

Projeto FIT avança como novo formato de negócio

Primeira no Brasil a oferecer um processo completo para instalação de concreteiras, incluindo planejamento, processos e equipamentos eficientes, a RCO tem um modelo diferenciado.

O escopo do Projeto FIT inclui consultoria completa para dimensionamento do negócio, incluindo escolhas logísticas, definições dos equipamentos e treinamento de mão de obra. Esta inovação envolve ainda um roteiro completo de informações necessárias para o planejamento estratégico na montagem de plantas para produção de concreto usinado.

O FIT está apoiado em três pilares: inteligência, economia de recursos e redução no período de implantação. Entre os principais serviços, o FIT oferece estudo de viabilidade econômica e elaboração do planejamento estratégico, incluindo aspectos de marketing, organograma e projeções de fluxo de caixa.

“Ainda engloba projeto arquitetônico, instalação e start-up dos equipamentos e construção de prédio administrativo”, completa Oliveira.

Brasil produziria o melhor concreto do mundo

Em tese, segundo reportagem do portal Massa Cinzenta, da Cimento Itambé. 
Escrito pelo jornalista Altair Santos, a matéria traz a avaliação de grandes especialistas em concreto que participaram da edição desse ano do Concrete Show, evento realizado em São Paulo. Acompanhe a íntegra da reportagem no link: http://www.cimentoitambe.com.br/brasil-produz-melhor-concreto/