Sobratema adia a Construction Expo para 2017

Feira será realizada junto com a M&T Peças e Serviços, a exemplo da primeira edição de ambas e sinalizando que a associação e o mercado estão se adequando à acomodação do setor de equipamentos e infraestrutura.

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração publicou nota informando que a terceira edição da Feira Construction Expo não ocorrerá mais em junho de 2016, como estava programada. O evento foi transferido para o mesmo período do ano que vem e deverá ocorrer junto com a terceira edição da M&T Peças e Serviços. Essas duas feiras nasceram juntas, em 2011 e foram desmembradas em 2013.

Para a Sobratema, a “gravidade da conjuntura econômica e política que o País atravessa e da forte retração em praticamente todos os segmentos da economia nacional” forçaram essa decisão, tomada junto aos apoiadores e expositores. “Todavia, considerando o importante papel da Construction Expo, e a necessidade premente de promover encontros e debates para orientar todos os agentes desta importante cadeia produtiva, a organização irá manter, na mesma data e local (15 e 16 de junho), a realização de um “Summit”, onde gestores públicos, entidades setoriais, empresas, comunidades técnicas da construção, engenharia e urbanismo, mídia especializada e outros públicos irão se encontrar e debater o presente e o futuro do macro setor da construção e a sua interface com as nossas cidades, com a presença de notáveis experts nacionais e internacionais”, informa a associação.

Segundo Afonso Mamede, presidente da Sobratema, o objetivo com o Construction Summit é reforçar o conteúdo técnico e especializado, algo que ele avalia como requisito importante na atual conjuntura de mercado retraído. “É o melhor a se fazer enquanto se aguarda a retomada das atividades, que esperamos ocorrer em 2017”, diz.

O Construction Summit será composto por dois seminários, cujos temas são “Cidades em Movimento” e “Tecnologias e Sistemas Construtivos”, além de uma exposição interativa, com os temas VivaCidade (parceria com o Sinaenco/Abridef/ITS), Sustentabilidade (parceria com Inovatech/Casa Aqua/Fundação Carlos Alberto Vanzolini), Construção Seca (parceria com empresas), Startups (parceria com empreendedores), Produtividade e Industrialização (parceria com Abramat e outras entidades), e Cidades em Movimento (parceria com mais de uma dezena de prefeituras).

A expectativa, segundo Hugo Ribas Branco, diretor de Operações e Feiras da Sobratema, é reunir cerca de 2,5 mil participantes entre engenheiros, técnicos, gestores públicos e demais profissionais envolvidos com a atividade da construção.

Fonte: InfraROI 

Silo da RCO ajuda Grupo CMP a fortalecer sua área de concreto usinado

Empresa mineira adotou o silo de 98 toneladas para atender operação combinada em três cidades de Minas Gerais, otimizando logística de entrega de concreto.

Silo RCO de 98t. Foto: CMP Concreto Usinado

Sediado em Passos, no interior de Minas Gerais, o Grupo CMP é uma das maiores corporações do estado com foco em cinco áreas: construção, caldeiraria, fabricação de pré-moldados, concretagem e empreendimentos.  A distribuição de negócios contempla quatro empresas. A área de construção, semente do grupo ainda em 1990, levou à criação das demais áreas, incluindo a CMP Concreto Usinado em 1994.

A sinergia entre as operações pode ser verificada com a compra da Concretar Pré-Moldados, em 2004, responsável pela produção de galpões industriais e rurais com estruturas pré-moldadas. “É essa integração que marca nossa estratégia de atuação, inclusive geográfica”, explica Sílvio Costa, gerente da divisão de Concreto Usinado.

Com a ampliação das demandas em 2015, a empresa resolveu investir, principalmente em maquinário, mas tinha que levar em conta o fato de possuir três plantas ativas, uma na sede em Passos, outra em Formiga e a terceira em Piumhi. “Nós já tínhamos adquirido uma usina de concreto completa no passado, mas sentimos a necessidade da implantação de mais um silo já a partir de 2014 em Piumhi”, explica Costa.

Apesar de definida a necessidade, a companhia tinha o desafio de continuar a atender uma produção de grande porte e, ao mesmo tempo, posicioná-la estrategicamente entre as três unidades. Para isso, a empresa resolveu adotar um silo com capacidade para 98 toneladas e instalá-lo na unidade de Piumhi. A escolha do local facilitou a operação logística de fabricação e entrega do concreto.

Com as operações de concreto usinado focadas nas três cidades, o Grupo consegue atender diversas cidades as margens da Rodovia MG050 sem encarecer os custos de transporte e a prejudicar a qualidade do produto. Simples: existe um prazo médio de quatro horas entre a fabricação e a entrega do concreto no cliente final. Dentro desse range, não há danos na qualidade do produto. A geografia, nesse caso, ajuda.

“Se estivéssemos somente com a planta de Passos, precisaríamos enviar muitos caminhões de uma só vez para atender o mesmo cliente, além da dificuldade de atender aos que compram grandes quantidades” diz. “Com a nossa operação atual, podemos utilizar uma quantidade menor de caminhões, fazendo com que eles retornem a uma planta mais próxima para reabastecer”, completa.

A qualidade do concreto também é garantida por outro fator: o controle da temperatura do cimento usado. Ela não deve exceder os 75 ºC, caso contrário vai exigir uma mistura com mais água em sua composição. O resultado afetaria negativamente a qualidade do concreto produzido.

Para evitar esse tipo de situação na planta de Piumhi, a empresa utiliza os dois silos para intercalar o armazenamento do cimento “O produto chega da cimenteira com a temperatura alta, então revezamos a armazenagem nos silos. Isso mantém a produção de concreto com a matéria prima na temperatura ideal”, diz.

O consultor técnico da RCO, Alex Nogueira, afirma que essa característica do equipamento se dá pela robustez dos materiais aplicados em sua produção. “A qualidade dos silos fabricados pela marca é um diferencial para o cliente. Por esse motivo, temos hoje modelos com capacidade de estocagem que varia de 40 até 4 mil toneladas de material em pó como cimento e calcário”, diz.

Costa destaca ainda a importância da consultoria técnica e do timing correto da visita da RCO. No segundo caso, ele ressalta que a presença do especialista da fabricante paulista aconteceu no momento de definição do silo a ser comprado. Já a respeito da consultoria, o gerente explica que o histórico de conhecimento de outros clientes com demandas similares é um diferencial importante.

“O Alex veio até aqui e mostrou o know how da fabricante. Depois, fomos convidados a conhecer a sede da RCO, com o intuito de acompanhar o processo de produção dos equipamentos e, então, fechamos o negócio. Simples assim”, finaliza.

Vendas de materiais de construção sobem 10,7% em março em comparação a fevereiro

A Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção (Abramat) informou nesta sexta-feira (8) que o faturamento com as vendas de materiais de construção aumentou em 10,7% no mês de março na comparação ao mês anterior. De acordo com a instituição, as áreas de materiais de base e acabamento foram as principais responsáveis pelo resultado positivo.

No caso dos materiais de base, o aumento foi de 11,8% em relação a fevereiro. Para os materiais de acabamento, o aumento de vendas foi menor, com 9%. Esse resultado pode indicar uma reação a retração de vendas desse segmento, que se iniciou em 2015. Walter Cover,presidente da Abramat considera que “é de se esperar que a partir de abril possamos ter um crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior porque as vendas do primeiro trimestre de 2015 ainda estavam em bom nível”.

Ainda segundo ele, “as notícias positivas sobre a ampliação de crédito para o financiamento de imóveis usados podem auxiliar o setor na retomada. Mas, somente um programa agressivo de crédito imobiliário, assim como para reformas, além da ativação do MCMV e da aceleração dos leilões de infraestrutura, poderão melhorar a expectativa das indústrias de materiais de construção para 2016″, explica.

Fonte: Apemec (Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo).

Pavimento de concreto agrega pista de painéis solares

Divulgação Colas

As rodovias com pavimento de concreto da Europa foram as escolhidas para receber uma nova tecnologia: faixas de painéis solares com 7 milímetros de espessura, fabricadas com silicone policristalino. Coladas sobre as estradas, elas podem gerar energia para cinco mil pessoas a cada quilômetro. O concreto é o material mais indicado, por refletir melhor a luz solar, ainda que o asfalto não tenha contraindicação.

A experiência começará na França, que pretende estender os painéis de silicone ao longo de mil quilômetros de rodovias. A invenção, batizada de Wattway, suporta veículos de grande porte, mas a iniciativa é o primeiro passo dado pelo governo francês para estimular a frota de carros movidos por energia elétrica.

“Há várias possibilidades, e essa de estimular uma frota de veículos limpos não pode ser descartada. Mas a prioridade é que, a cada quilômetro linear coberto pela película fotovoltaica, será possível atender cinco mil pessoas com energia elétrica”, ressalta Philippe Raffin, diretor-técnico da Colas – empresa francesa voltada à inovações na construção civil, e que desenvolveu o invento.

Raffin define a tecnologia como uma “estrada para o futuro”. Segundo o diretor da Colas, o formato de paralelepípedo das células fotovoltaicas é proposital. “Eles ajudam a integrar melhor o sistema e também interferem pouco na visibilidade dos motoristas, que estão acostumados com esse desenho na Europa”, justifica.

A invenção ganhou uma moção de apoio na COP21 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima -, sob a alegação de que a película de painéis solares ajudará o continente europeu a reduzir a emissão de carbono. Antes, a Colas precisa minimizar o custo das placas fotovoltaicas. Hoje, cada conjunto custa cerca de 5 mil euros.

Fonte: Massa Cinzenta

Pesquisa testa rejeitos da mineração na construção civil

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais, testa a reutilização de rejeitos contidos nas barragens das mineradoras para transformá-los em agregados na produção de materiais para a construção civil. Através de um processo de separação de elementos, laboratoristas da UFOP selecionaram areia e argila para produzir concretos, argamassas, blocos para alvenaria e blocos para pavimentação. A pesquisa é coordenada pelo professor do departamento de engenharia civil da universidade, Ricardo Fiorotti.

Segundo ele, se as mineradoras praticassem a reciclagem de rejeitos os volumes das barragens estariam em níveis aceitáveis. “Nossas propostas são capazes de contribuir com a redução do volume de sólidos que é depositado nas barragens. Se esses resultados tivessem sido aplicados desde 2013, quando o resultado da pesquisa foi apresentado à mineração, provavelmente poderíamos ter um panorama diferente”, diz Fiorotti, que faz parte do RECICLOS-CNPq – Grupo de Pesquisa em Resíduos Sólidos.

O professor da UFOP não tem uma estatística precisa sobre a quantidade de rejeitos que poderia se transformar em matéria-prima para a construção civil, mas faz a seguinte afirmação quando perguntado o que poderia ter sido evitado, caso os resíduos da barragem do Fundão tivessem sido reciclados. “Os rejeitos depositados em uma barragem como a de Fundão, que rompeu recentemente na região de Mariana, aqui em Minas Gerais, uma vez processados, seriam capazes de abastecer o consumo de areia de uma cidade de médio porte por alguns anos”, afirma.

A pesquisa desenvolvida pelo RECICLOS conseguiu separar minério de ferro, areia e argila dos rejeitos das mineradoras. “O minério de ferro retorna para a atividade mineradora, garantindo sustentabilidade ao processo de segregação. Já a areia pode ser utilizada em matrizes de Cimento Portland, como argamassas e concretos, enquanto a argila tem condições de ser destinada integralmente para a indústria cerâmica”, afirma Ricardo Fiorotti.

Fonte: Massa Cinzenta