Oscar Niemeyer, o arquiteto das “curvas de concreto”

Faleceu aos 104 anos de idade o arquiteto brasileiro mundialmente conhecido, Oscar Niemeyer. Famoso por suas importantes obras espalhadas pelo Brasil, entre elas a construção da cidade de Brasília na década de 50 juntamente com Lúcio Costa, é reconhecidamente um dos mais importantes arquitetos brasileiros, com um traço singular.

Nascido no Rio de Janeiro, onde também se graduou em arquitetura e iniciou seus primeiros trabalhos. Na década de 40, conhece Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, e recebe a encomenda do projeto do Complexo da Pampulha, onde se destaca a Igreja de São Francisco de Assis, com o teto todo curvo. Já na década de 50 recebe o convite para o desenvolvimento da nova capital do Brasil, Brasília, onde destacam-se as obras do Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto e Palácio do Itamaraty. Após o golpe militar na década de 60, refugia-se em Paris, França.

Em sua trajetória profissional ainda destacam-se obras que são marcantes pela sua estética e importância conceitual e cultural: Edifício Copan, edifício do Partido Comunista Francês, Editora Mondadori – Milão, Memorial JK, Projeto do CIEPS, Passarela do Samba, Memorial da América Latina, Museu de Niterói, Auditório do Ibirapuera, Museu Oscar Niemeyer, Centro Cultural Niemeyer na Espanha.

Sobre todas essas obras, permanecia o conceito das curvas no concreto, inibindo os traços retilíneos e dando uma leveza às estruturas. Foi um trabalhador contínuo, querendo permanecer trabalhando dias antes de falecer.

“A vida é importante; a arquitetura não é. Até é bom saber das coisas da cultura, da pintura, da arte. Mas não é essencial. Essencial é o bom comportamento do homem diante da vida”