FIT cria produção de concreto personalizado no interior de São Paulo

Laboratório FIT Concreto

A entrega de concreto com traços personalizados, isto é, com características sob encomenda, já acontece no interior de São Paulo. A qualidade do material produzido é garantida por um laboratório próprio, com equipamentos de teste – como paquímetros, retifica de corpos de prova e prensa hidráulica – acreditados e avaliados pelo Inmetro. O diferencial de instalação do laboratório é um dos diferenciais da FIT Concreto, empresa sediada em Tambaú. “Os ensaios, com emissão de laudo técnico, comprovam que o concreto entregue ao cliente possui a resistência solicitada por ele e que atende às características previstas para a obra”, explica o engenheiro civil Flávio Silva. O profissional, pós-graduando pela USP, está à frente da área de Qualidade da FIT Concreto. 

Segundo ele, todo o processo de personalização pode ser feito em apenas 30 dias, incluindo a realização de testes, fabricação e entrega do concreto dosado em usinas. A primeira etapa consiste em identificar a necessidade do cliente e, caso seja um concreto diferente do que a FIT possui em sua “prateleira”,inicia-se a busca pelo material necessário. A partir daí, elabora-se um traço especifico, produzido no próprio laboratório FIT. Na sequência, é feita a modelagem de quatro corpos de prova cilíndricos de 10 cm de diâmetro e 20 cm de altura. Com esse material, realize-se o teste de compressão – que verifica a resistência do concreto produzido com o traço personalizado.

A terceira etapa compreende a retirada de duas das quatro amostras para retificação com o auxílio da retificadora de corpos de prova, que corrige as irregularidades na parte superior do objeto e evita interferências nos resultados finais. Além disso, as amostras passam por medição e seguem para testes de compressão, nos quais o concreto é submetido à compressão de uma prensa hidráulica de 100 toneladas.

As duas amostras restantes permanecem no tanque durante 28 dias, quando são submetidas ao mesmo processo. Com isso, a FIT consegue a definição de resistência do traço personalizado e, se for apropriado, a “fórmula” segue como novo padrão para a fabricação.

Além dos testes, a FIT conta com equipamentos diferenciados para a etapa de dosagem do concreto, entre eles peneiras, caixas de densidade e balanças determinadoras de umidade. O uso desses dispositivos colabora para o controle de níveis adequados de granulometria e umidade nos agregados utilizados durante a dosagem do concreto. Uma vez preparado, o concreto segue para a entrega em um caminhão lacrado – que garante a integridade do produto. Com a finalização dos testes de qualidade, um laudo é emitido e também enviado ao cliente.

A realização de ensaios e emissão de laudos – hoje restrita aos clientes finais – poderá ser expandida para as outras concreteiras da região. Nesse caso, seria a prestação de um serviço especializado que hoje, normalmente, é feito em cidades maiores, inclusive na capital.

“Terceirizaremos o uso do laboratório para emissão de laudos para outras concreteiras, o que deve acontecer muito em breve”, adianta Silva. Em paralelo, o engenheiro explica que a FIT negocia com associações do setor a oficialização do laboratório como um local de referência em testes no interior paulista.

Um exemplo prático do novo modelo de negócios estudado pela FIT aconteceu há poucos dias, durante as negociações com um novo cliente, localizado fora da área de atuação da FIT. De acordo com Silva, o cliente já trabalhou com concreto fornecido pela FIT e por outra concreteira do mercado, mais próxima da planta da obra. “Ele nos pediu para testar o concreto concorrente, pois suspeitou do aspecto visual”, conta. “Ao realizar os procedimentos, vimos que o concreto tinha FCK (resistência) 10, quando o FCK solicitado foi de 25”, completa. Na avaliação de Silva, o caso recente reforça ainda mais a ideia da terceirização do serviço a outras concreteiras e a clientes que queiram atestar o concreto recebido.

A FIT Concreto é uma divisão do grupo RCO, empresa brasileira fabricante de equipamentos para o mercado de concreto e movimentação de sólidos. Inovadora, a FIT Concreto adota um modelo de produção enxuto e tem capacidade para 2.000 m3 de concreto usinado/mês, atendendo cidades num raio de 60 km de sua sede, em Tambaú. Seu ciclo médio de produção é de 22 minutos, da dosagem do concreto à emissão da nota fiscal. A empresa também funciona como laboratório avançado para testar equipamentos e oferece um portfólio de treinamentos para o segmento.

Universidade mexicana cria cimento fosforescente

Cimento Fosforescente

Pesquisadores do departamento de engenharia civil da Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (UMSNH), no México, anunciaram recentemente ter conseguido produzir um tipo de cimento branco fosforescente. O material funciona como uma bateria: durante o dia, alimenta-se da energia solar; à noite, emite luz. Para chegar à matriz com propriedades luminescentes, a equipe da UMSNH agregou elementos de sílica, resíduos industriais e hidróxido de sódio e potássio ao cimento.

Os elementos alteraram a microestrutura do material, reduzindo a opacidade inerente ao cimento. Quando usado para a produção de concreto, o produto preserva suas propriedades e pode ser utilizado na iluminação sustentável de edifícios, na sinalização de ciclovias e mobiliários urbanos, além de servir como efeito decorativo em ambientes internos e externos. “Na verdade, a aplicação dele é ampla”, define José Carlos Rubio Ávalos, Ph.D do departamento de engenharia da UMSNH.

Os estudos coordenados por Rubio partiram de pesquisas sobre fotoluminescência, e que já são aplicadas na indústria de plástico. “Achamos que poderíamos agregar essas propriedades ao cimento, com resultados bem satisfatórios”, diz o cientista, que ressalta: não se consegue dar o efeito de fosforescência ao cimento Portland. “No cimento branco, a luz consegue penetrar. Já no cimento convencional, ou Portland, isso não ocorre. A luz atinge a superfície, mas não penetra”, revela.

Um dos maiores desafios dos pesquisadores do novo material foi a manutenção da durabilidade e das características de trabalhabilidade do cimento branco original. Ao contrário dos produtos poliméricos fotoluminescentes, o concreto fabricado com o material fosforescente é capaz de resistir à ação da radiação ultravioleta sem se deteriorar prematuramente, sendo capaz de manter o seu desempenho mecânico por um período similar ao do concreto convencional.

Luz por oito horas
A capacidade de armazenamento de energia do cimento branco fosforescente desenvolvido na universidade mexicana pode emitir luz por um período máximo de oito horas. Isso, em condições meteorológicas favoráveis, ou seja, com luz solar intensa. “Quanto maior o nível de intensidade solar, melhor, pois os elementos microagregados ao cimento reagem bem aos raios ultravioletas, ajudando o material a manter sua coloração e evitando riscos patológicos às estruturas do concreto”, afirma José Carlos Rubio Ávalos.

À frente de uma pesquisa que já dura nove anos, o Ph.D da UMSNH evita revelar detalhadamente a formulação do cimento, pois o material ainda está em processo de obtenção de patente junto ao Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI) . O pesquisador também não divulga dados sobre a resistência do cimento fotoluminescente. Pioneiro, o projeto mexicano desencadeou pesquisas em outros países. A Academia Real de Engenharia de Londres também desenvolve um cimento com características semelhantes, assim como a Universidade de Tecnologia de Delf, na Holanda.

Porém, à frente dos concorrentes, a UMSNH agora trabalha para transferir a tecnologia para a indústria cimenteira. Os pesquisadores da universidade também desenvolvem estudos para conseguir tornar materiais como gesso e cerâmicos igualmente fosforescentes. “Já imaginou banheiros e piscinas emitindo luz própria?”, questiona José Carlos Rubio Ávalos, convicto de que seu invento vai revolucionar a indústria do cimento no mundo.

Fonte: Altair Santos/ Massa Cinzenta

FIT Concreto, de Tambaú, inova em sustentabilidade

Concreteira capta água da chuva para lavagem de caminhões e pátio, adota produção enxuta, reutilizando sobras de concreto, recircula água utilizada e adota energia solar para área administrativa. Isso em uma só planta.

Pioneira com um modelo de produção que combina concreto de qualidade com prazo de entrega efetivo, a FIT Concreto também inova em sustentabilidade. O processo começa justamente no fornecimento do material: o índice de retorno, ou seja, a quantidade de concreto que volta no tambor dos caminhões betoneira é de apenas 1%, contra a média de 9% comum no mercado.

“Praticamente não há sobra e o que volta é separado como sub-base de pavimentação e poderá ser adotado – desde que devidamente estudado – na produção de concreto”, explica o diretor Eduardo Souza. De acordo com ele, o uso das sobras de concreto ainda está sendo avaliado no caso de reaproveitamento na produção de novas misturas. “Temos a vantagem de ter um laboratório próprio e profissionais capacitados para analisar, com calma, a possibilidade”.

A sustentabilidade da FIT Concreto pode ser comprovada também no uso consciente dos recursos hídricos. O layout da planta foi concebido para captação de água da chuva, que abastece duas caixas d´água, totalizando uma capacidade de 20 mil litros. Essa água não é utilizada na produção de concreto e sim direcionada para lavagem de caminhões e de pátio. Antes do uso, o volume passa por uma caixa de decantação, eliminando folhas e outras sujeiras.

Se contaminada por óleo, ela é separada para devido descarte. Caso contrário, será novamente usada na irrigação dos jardins que circundam a planta, outro contraste da FIT em relação às concreteiras padrão. A mesma recirculação acontece com a água usada para eliminar o concreto residual nas betoneiras: depois de decantação para separação do material, a água segue para uso nas áreas verdes. “Em breve, a Fit Concreto também contará com um reciclador de concreto que irá separar os agregados residuais”, adianta Souza.

A água recirculada tem sido usada ainda para aspergir as baias de matéria prima, reduzindo a quantidade de pó na planta. Já o poço artesiano, é outra fonte de água e abastece uma caixa de água de 20 mil litros. Nesse caso, o recurso é usado em parte da produção e no abastecimento interno das áreas administrativas, uma vez que se trata de água limpa, devidamente analisada por laboratório de controle de qualidade. No caso do uso administrativo, a FIT separa a água numa caixa metálica de 3 mil litros.

Além do reservatório de água de chuva (20 mil litros no total) e da caixa de água limpa (20 mil litros), a FIT destinou outro reservatório de 20 mil litros somente para reservar a água recirculada. Antes de qualquer uso o recurso passa por um decantador, separando os sólidos envolvidos.

Para complementar as soluções sustentáveis, a FIT vai adotar a geração solar na unidade, com a instalação de placas fotovoltaicas e armazenamento em baterias. A energia acumulada deve alimentar o sistema de iluminação interna da área administrativa da concreteira e tem capacidade para fornecer até 2,3 kWh/ano.

A responsabilidade social também faz parte do projeto da unidade. O layout privilegia a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida: é uma planta totalmente térrea e sem desníveis entre os vários cômodos, possui rampas de acesso e corrimões de apoio nas entradas. “Outra iniciativa, externa à estrutura industrial da FIT, é o apoio ao projeto Escola Craques do Futuro”, detalha Souza.

Trata-se de uma escola de futebol, com capacidade para 150 crianças e adolescentes sediada em Tambaú e que tem como meta ser um aliado para no desenvolvimento familiar e escolar dos alunos que a integram. “É mais uma forma de mostrar que uma concreteira pode ter um papel social relevante na comunidade onde está localizada”, finaliza o diretor.

Nitrogênio pode ser usado para reduzir rachaduras em concreto

Conhecida pela sua atuação no fornecimento de gases industriais para áreas como indústria e saúde, a Air Liquide acaba de colocar seu pé no segmento de construção civil. A empresa está divulgando o Cryocrete, aplicação de nigrogênio em grandes estruturas de concreto, permitindo o resfriamento do material até o nível considerado como adequado para evitar futuras rachaduras e outros tipos de fissuras. A aplicação teria mais apelo em obras como barragens, pontes, viadutos e usinas, entre outras.

O princípio de aplicação considera o cenário de preparação do concreto, quando fatores como a temperatura dos componentes fazem com que a temperatura final da mistura seja maior em relação à do ambiente. Essa diferença, na avaliação da empresa, pode comprometer o resultado da aplicação e fazer com que surjam rachaduras na construção, já que o cimento não foi “curado”, ou seja, hidratado e resfriado de forma adequada.

“A aplicação do CryoCrete acelera esse processo porque o nitrogênio é um gás que, naturalmente, já se encontra sob baixíssimas temperaturas, de até -196ºC. O resultado é o resfriamento mais rápido da mistura de concreto, que leva em média de 6 a 7 minutos para atingir a temperatura ambiente com o uso da solução da Air Liquide”, explica a companhia em nota oficial. O resfriamento com gelo, alternativa normalmente utilizada nesse processo, consome de 15 a 20 minutos.

O uso do nitrogênio para resfriar concreto também seria mais eficaz do ponto de vista operacional na avaliação da Air Liquide. O gás é aplicado diretamente nas betoneiras, por meio de equipamento próprio para essa finalidade. O gelo, na maioria das vezes, demanda que a aplicação seja feita de forma manual, além de não atingir as mesmas temperaturas se comparado ao uso do gás. O processo também economizaria o consumo de água e energia durante no resfriamento do concreto.

Fonte: InfraROI

RCO lança primeira concreteira “FIT” do Brasil

Unidade industrial, localizada em Tambaú, tem ciclo médio de produção de 22 minutos, incluindo dosagem do concreto, abastecimento do caminhão e emissão da nota fiscal

Divulgação: RCO

O conceito “FIT”, da sigla em inglês, pode ser resumido em ser ou estar em boa forma, ou seja, estar qualificado, adequado e preparado. No caso da RCO, fabricante de equipamentos para o mercado de concreto, armazenagem e movimentação, a palavra inglesa traduz a nova divisão de negócios do grupo: um novo conceito de concreteira.

Sediada em Tambaú, no interior de São Paulo, a FIT Concreto começou a nascer há dois anos e passou por vários estágios, inclusive estudos de mercado e avaliação de consultorias especializadas. O resultado é uma planta enxuta, moderna e eficiente com capacidade de produção de 2 mil m3/mês de concreto. E o mais importante: combina qualidade final com a garantia de entrega no prazo.

A FIT Concreto adota um processo inovador de produção, com um ciclo médio de 22 minutos desde a dosagem do concreto e abastecimento do caminhão até a emissão da nota fiscal. Tudo na nova empresa é otimizado – do layout da planta, incluindo área administrativa – à frota de caminhões betoneira, passando pela sinergia entre os equipamentos fabricados pela empresa-mãe.

“Desde agosto a FIT Concreto que já está atendendo clientes na região em um raio de atendimento de 60 km a partir de nossa sede”, conta Eduardo Souza, diretor do Grupo RCO.

Além de operacional comercialmente, a FIT Concreto que vislumbra ser uma concreteira referência, também funciona como um laboratório com dois objetivos: avaliar o desempenho dos equipamentos da RCO e oferecer um portfólio de treinamento para empresas do segmento.

A planta de produção da FIT Concreto foi instalada num terreno de quatro mil metros quadrados, incluindo o prédio administrativo e a área para treinamento. A fabricação do concreto usinado envolve a central dosadora RCO Nomad – que tem como principais características, mobilidade e rápida instalação, três caminhões betoneiras e um caminhão bomba para entrega do concreto. A unidade possui ainda dois veículos para atendimento comercial e técnico das obras. Atualmente, a concreteira emprega 15 funcionários.

“A FIT Concreto vem para desmistificar a percepção equivocada de que concreto é tudo igual. Para nós, a qualidade do nosso produto, atrelada a uma entrega rápida, flexível e eficiente é imprescindível. E desta forma, queremos nos tornar referência no setor, transmitindo credibilidade, segurança, tecnologia, e modernidade”, comenta Souza. Segundo ele, a concepção da nova empresa vem sendo amadurecida há mais de um ano. A última etapa envolveu uma consultoria de negócios para refinar as atividades, inclusive o modelo administrativo.

RCO participa da FICONS 2016 para ampliar sua presença no Nordeste

Evento acontece de 13 a 17 de setembro, em Olinda, e é uma das plataformas para divulgação da empresa paulista na área de equipamentos como centrais de concreto e silo para amarzanegam. Sua parceira, Siti, fabricante de betoneiras e gruas, também estará no estande da RCO.

Com atuação já consolidada no Brasil, a RCO, fabricante de centrais dosadoras e silos para armazenagem de concreto, adota uma nova estratégia para impulsionar ainda mais seus negócios no país. Para o segundo semestre deste ano, a companhia aposta na ampliação de sua presença na região Nordeste e começa a aproximação já nesta semana, durante a FICONS (Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção), que acontecerá em Olinda (PE).

A companhia participará do evento por meio de materiais de comunicação visual, apresentando todo o portfólio de equipamentos para o público presente. Os vídeos demonstrativos trarão orientações para a montagem e operação diária de centrais dosadoras e silos, a exemplo da central móvel Nomad D-20, com capacidade para a produção de 20m³/hora, e o silo vertical aparafusado de 3000 mm de diâmetro. Ambos os equipamentos são móveis, permitindo um rápido deslocamento entre os canteiros de obra.

Além do conceito da mobilidade, a RCO deve reforçar o conceito de inovação que vem permeando suas campanhas. Modelos de centrais dosadoras fixas e automatizadas serão apresentados, juntamente com o sistema de segurança para silos verticais ou horizontais. Soluções de caixas de agregados e descarregadores de big-bag também serão demonstradas, complementando o portfólio da RCO no evento.

Outra novidade do estande em Olinda é a presença da Siti, empresa parceira da RCO e fabricante de betoneiras e gruas. A presença da parceira tem o objetivo de mostrar uma opção completa para as empresas que atuam no mercado de concreto.

De acordo com Eduardo Souza, diretor executivo do Grupo RCO, a participação no evento é motivada, principalmente, pela sua relevância entre os pequenos e médios fabricantes de concreto da região. “Temos direcionado nossas ações a pequenos nichos do segmento de concreto e a FICONS é uma ótima oportunidade para apresentar nossa tecnologia”, diz. Adicionalmente, Souza ressalta os índices de desenvolvimento em infraestrutura para o Nordeste, fator que impulsiona o interesse da RCO na região. “É uma área que tem potencial para atrair investimentos para novas obras e a intenção é mostrar que temos capacidade para atender as futuras demandas”, finaliza.

Serviço

X Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção
Data:
 13 a 17 de setembro de 2016
Horário: 16h00 – 22h00 – terça a sexta-feira
14h00 – 20h00 – sábado
Local: Centro de Convenções de Pernambuco - Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda – PE      CEP 53111-970

Retomada da indústria do cimento começa já em 2017

Avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), feita nessa manhã, durante a abertura do Concrete Show South America em São Paulo. 

A indústria brasileira do cimento deve fechar o ano com uma retração entre 10% e 12%, segundo a ABCP, entidade que congrega os fabricantes do setor. Com isso, o Brasil opera com cerca de 57 milhões de toneladas/ano, quase 60% da capacidade instalada das fábricas locais. Apesar de longe dos 70 milhões de toneladas produzidas em 2014, há uma expectativa de retomada – lenta – a partir do ano que vem.

A sinalização de melhoria foi feita por Renato Giusti, presidente da ABCP, hoje de manhã na abertura do Concrete Show South America, evento que acontece em São Paulo até essa sexta. Em entrevista ao InfraRoi, Giusti ressaltou que o momento ainda é de prudência. “Precisamos avançar em inovações tecnológicas que garantam um custo menor e agilidade nas obras e a Concrete Show vem para colaborar nesse sentido. Uma feira é sempre um encontro otimista, que eleva o animo e incentiva a produtividade”, argumentou.

Consolidado como um dos principais eventos do mercado de construção, a 10° edição do Concrete Show South America reúne mais de 500 marcas nacionais e internacionais, de 150 segmentos distintos. Entre os expositores destacam-se empresas como a Basf, Gerdau, Liebherr, Yanmar, Schwing Stetter, Husqvarna, Votorantim Cimentos, LarfageHolcim e Volvo, entre outros. De acordo com os organizadores, a feira tem a expectativa de receber mais de 25 mil visitantes este ano.

Fonte: InfraROI

Internet das coisas (IoT) ajuda a reforçar a indústria do cimento

Entenda como o uso de sensores embarcados pode contribuir com a redução de custos e com o aumento da qualidade dos produtos.  

O interesse em torno da Internet das Coisas (IoT) tem crescido à medida em que os fabricantes e fornecedores começaram a perceber os benefícios reais do uso de sensores embarcados em diversas operações.

Em artigo publicado na D!gitalist Magazine, Jennifer Scholze, líder global de Marketing da Indústria para os produtos do moinho e mineração na SAP, aponta que a quantidade de informação fluindo de produtos e equipamentos inteligentes está aumentando cada vez mais: os dados que estão sendo gerados tem previsão de alcançar 44 trilhões de gigabytes até 2020, segundo um relatório das empresas  IDC e da EMC.

Para a especialista, o uso de dados de maneira inteligente pode trazer ganhos concretos às empresas, incluindo a redução de custos na manutenção dos equipamentos e logística otimizada. Na indústria de cimento não é diferente. “Alguns executivos estão sob a falsa impressão de que trazer essas companhias para o mundo digital requer milhões de dólares de investimento. Na realidade, o custo de sensores embarcados tem caído significativamente e o aprendizado de como se utilizar esses dados pode ser feito passo-a-passo”, ressalta Jennifer no artigo.

Acompanhe, abaixo, alguns exemplos citados pela líder de Marketing da SAP, que mostram como os dados estão sendo usados para mudar a indústria de fabricação.

  1. 1.      Monitoramento de equipamentos

Analistas Gartner, empresa de consultoria internacional, estimam que 526 milhões de peças de equipamentos fabricados serão capazes de se comunicar através de uma rede de sensores até 2020.

A saúde desse fluxo de máquinas conectadas e o status dos dados que serão capturados por sistemas de monitoramento vão trazer parâmetros de normalidade, permitindo que os trabalhadores resolvam os problemas imediatamente ou, em alguns casos, que o equipamento se ajuste automaticamente.

A resolução de problemas em tempo real e a identificação do problema podem economizar tempo e dinheiro. Um bom exemplo disso é o da Joy Global, fabricante de equipamentos de mineração subterrânea. Instalada no cliente, uma das máquinas da empresa apresentou superaquecimento. Os engenheiros pensarem que o controle de ajustes de velocidade e potência do motor havia falhado. Mas, depois de analisar os dados dos sensores da máquina, identificou-se a necessidade da substituição do dispositivo de troca de calor – um trabalho de reparo muito menor.

O mesmo pode ser aplicado na indústria de concreto, na qual o monitoramento remoto pode ser usado para se ter uma visão maior de grandes veículos que transitam na pedreira e reportam métricas chaves como consumo de combustível por tonelada, tonelada por entrega ou horas de operação.

  1. 2.      Manutenção preditiva

Quando analisamos os status dos equipamentos e as performances de dados para determinar tendências ou mesmo para enriquecer um conjunto de dados de fabricação, é possível predizer o potencial de más funções e necessidade de manutenções. Usando essas informações, as companhias podem agendar manutenções durante o tempo de menor impacto e evitar custos de paradas não previstas.

A manutenção preditiva tem, por exemplo, diminuído significativamente o custo da indústria de óleo e gás. Quando a peça de um equipamento de uma sonda de petróleo é monitorada, é possível prever uma série de problemas, fazendo o reparo das peças e entregando no tempo correto.

O mesmo procedimento pode ser adotado na indústria cimenteira, por meio do acompanhamento de equipamentos críticos, tais como fornos e moinhos. Outra forma é combinar os dados provenientes dos sensores instalados em caminhões com informações padrões de uso, para prever quando um veículo pode falhar.

  1. 3.      Qualidade preditiva

Após implantar o monitoramento remoto e soluções de manutenção preditiva, é possível dar o próximo passo em direção à previsão de qualidade do produto. A qualidade preditiva envolve a revisão de todos os tipos de dados do processo produtivo, tais como pressão e eletricidade, correlacionando-a com parâmetros de qualidade. Mais especificamente, os sensores podem monitorar características específicas do produto durante a fabricação, permitindo ajustes em tempo real.

Uma companhia que usa esse modelo é a fabricante de carpetes Mohawk. Com a ajuda de sensores, os trabalhadores podem fazer melhorias que garantam a consistência entre os tapetes. A coleta de dados também permite a certificação de qualidade para reduzir os custos associados com as reclamações de garantia e fornece melhores detalhes de cada lote produzido.

E como se pode predizer a qualidade na indústria de cimento? Bom, cimentos de alta qualidade exigem uma mistura muito homogênea antes de entrar no forno. Então o calcário deve ser britado consistentemente, o que requer o monitoramento dos materiais que estão entrando no moinho, bem como os ajustes da velocidade do mesmo para ganhar melhor produção.

Outras aplicações incluem monitoramento e medida da durabilidade da mistura do concreto e o reporte sobre se ele está de acordo com as normas internacionais baseadas na qualidade preditiva do concreto, ao invés de esperar por análise de laboratório.

  1. Logística conectada

A racionalização logística muitas vezes proporciona a maior oportunidade de melhoria e a indústria do cimento não é exceção. A coleta, comparação e integração de dados de várias fontes para identificar as melhores práticas ou anomalias estão provando ser úteis na tomada de decisões inteligentes que melhoram o rendimento da produção e gestão de frotas.

O gerenciamento da frota é mais uma oportunidade para alavancar ideias e aumentar a eficiência. Frotas interligadas combinam dados do veículo (pressão dos pneus, velocidade do motor, etc.); dados de comportamento de condução (velocidade, aceleração, frenagem, o tempo gasto carga e descarga); e dados de negócios para economizar em custos de transporte.

Por exemplo, ao visualizar o consumo de combustível em várias condições, as empresas podem identificar as viagens com o maior consumo de combustível a fim de reduzir as atividades que levam a custos mais elevados do que o normal.

  1. Análise preditiva

Para organizações que precisam de dados bastante sofisticados, a análise preditiva pode providenciar insights avançados, muito próximos da avaliação do ciclo de vida do produto.

A Joy Global, por exemplo, tem alcançado benefícios significativos usando a análise preditiva para manter um ambiente de segurança e garantir operações consistentes. A companhia monitora a pressão de máquinas que estão fazendo a perfuração de rochas, o que permite a comparação da perfuração com parâmetros seguros.

 

Pontes de concreto avançam no Mato Grosso

Mais resistentes, novos elevados substituirão as antigas estruturas de madeiras.

A maior ponte de madeira da América Latina, que liga as cidades de Colniza e Aripuanã, no Mato Grosso, está vivendo os seus últimos dias. Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a construção será substituída por uma nova ponte de concreto, com 350 metros de comprimento, que deve ser entregue até o final de agosto.

Quando for efetivada a conclusão da obra, a rodovia MT 208 ganhará um novo caminho de travessia sobre o Rio Aripuanã, a cerca de 1 mil km de capital, Cuiabá. Além disso, outra ponte de concreto deverá ser entregue em Colniza até o segundo semestre deste ano: o elevado sobre o Rio Guariba terá 128 metros de extensão e pista simples com quase 10 metros de largura.

Em ambos os casos, as antigas pontes de madeira darão lugar a uma construção mais sólida, garantindo maior segurança aos moradores. De acordo com a Seinfra-MT, as pontes de madeira da região Noroeste do estado foram as que mais sofreram com a falta de manutenção nos anos anteriores. As que estão localizadas sobre os rios Guariba e Aripuanã, por exemplo, sofreram rupturas, com partes arrastadas diversas vezes pela força da água acumulada dos rios no período de chuvas.

Transpantaneira também recebe novas estruturas

Desde 2014, as pontes de madeira da Rodovia MT-060, mais conhecida como Transpantaneira, estão sendo substituídas por elevados de mistos de concreto e aço. No total, serão 31 pontes nestes moldes entre o início da Transpantaneira e o rio Pixaim, sendo que 13 já foram concluídas. A entrega final está prevista para o primeiro semestre de 2017.

Na última semana de julho, a Sinfra-MT lançou o edital de chamamento público para selecionar organizações da sociedade civil interessadas em realizar a manutenção e conservação rodovia. Segundo o órgão, serão disponibilizados mais de R$ 2.400 mil por 12 meses de atividades.

A organização escolhida deverá garantir a trafegabilidade da Transpantaneira entre o perímetro urbano (fim do trecho duplicado) do município de Poconé até o Porto Jofre, além da limpeza da faixa de domínio, a reforma do posto fiscal, manutenção das pontes de madeira existentes no trecho e a construção de mirantes.

Os envelopes com as propostas deverão ser apresentados nos dias 23 e 24 de agosto, na sala de reuniões da Secretaria Adjunta de Logística. A análise dos recursos e a divulgação do resultado final estão previstas para o dia 09 de setembro.

Areia de brita produzida a seco é opção ao mercado concreteiro

Areia de brita

Com aumento das restrições ambientais dos últimos anos, os produtores de areia de todo o país têm buscado e investido em novas opções de extração. Uma das mais conceituadas no mercado atualmente é a extração de areia artificial, também conhecida como areia de brita – fruto do beneficiamento do pó de pedra, com aplicação de melhorias, inclusive, em seu formato.

Prova do aumento pela procura desse material é dada por Fernando Valverde, presidente da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para a Construção Civil (ANEPAC), em entrevista concedida ao portal Massa Cinzenta. De acordo com ele, a demanda de mercado por areia de brita era de cerca de 20 milhões de toneladas por ano até 2014.

Esse cenário somado a extração cada vez mais restrita de areia natural incentivou investimentos no setor de mineração e pode ser uma alternativa também ao setor concreteiro. A Pedreira Lageado, localizada em São Paulo, é um dos exemplos. A empresa está implementando sua planta de produção de areia manufaturada e pretende produzir cerca de 70 toneladas de areia de brita por hora até outubro deste ano.

Para fazer alcançar esse resultado, a Pedreira incorporará sistemas de processamento de brita a seco, desenvolvidos pela Metso, fabricante finlandesa de equipamentos para mineração. De acordo com André Luís Misael, gerente de Vendas da área de agregados da empresa, a escolha feita pela Lageado tem se tornado comum no país, já que funciona como opção aos processos realizados a úmido, com hidrociclonagem.  “Afinal, a aprovação de barragens para tanques de decantação tem sido severamente avaliada pelos órgãos ambientais depois dos últimos acidentes minerais”, diz.

Configuração do sistema

Marcelo Motti, principal executivo da Metso no Brasil, destaca que o processo é composto por um moinho autógeno (Barmac), cujo objetivo é melhorar a cubicidade do material, deixando-o em formato muito similar ao encontrado nos grãos de areia natural.

A produção de areia manufaturada a seco é finalizada por um classificador a ar (Air Classifier), algo que Motti denomina como o “coração do processo” e que é instalado logo na sequência do Barmac. “Trata-se de um equipamento dotado de filtro de manga, usado para retirar o filler do classificador a ar”, explica.

A associação das duas soluções gera, então, uma condição favorável aos produtores de concreto, que conseguiriam reduzir o consumo de água e cimento em suas misturas, utilizando areia de qualidade, segundo André Misael.

A nova planta da Pedreira Lageado conta ainda com sensores para conduzir a produção desde os transportadores de correias até a entrega final da areia manufaturada. André Misael conta que há ainda a integração do sistema a uma balança do produto final, integrando a ideia de monitorar e gerar relatório dos equipamentos com dados sobre disponibilidade operacional, manutenção e alarmes de ocorrências.