Whitetopping em cinco passos

Engenheiro Marcos Dutra. Foto: ABCP

O engenheiro Marcos Dutra de Carvalho (foto), coordenador do Núcleo de Pavimentação da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), responde a dúvidas sobre recuperação de pavimentos deteriorados com concreto, falando de whitetoppinge sobre as vantagens deste sistema construtivo de pavimentação à base de cimento.

1. Em que situações o whitetopping é mais indicado? Que vantagens essa solução agrega do ponto de vista técnico e econômico?

O whitetopping é o recapeamento de pavimentos asfálticos com concreto de cimento portland. É a evolução do conceito de que o recapeamento dos pavimentos asfálticos somente possa ou deva ser feito usando-se materiais da mesma natureza que o da estrutura existente, isto é, com misturas asfálticas.

A origem do termo whitetopping (“cobertura branca”) refere-se à execução da camada de pavimento de concreto, de cor cinza clara, com a função de base e revestimento, colocada sobre um revestimento asfáltico existente, que tem cor escura.

O whitetopping pode ser executado diretamente sobre o pavimento asfáltico, “encaixado” com fresagem ou com a remoção parcial do pavimento existente, que, neste último caso, recebe o nome de inlay. O processo é muito utilizado no Brasil para a reabilitação de corredores de ônibus urbanos. Na cidade de São Paulo, no corredor de ônibus da Av. Rebouças, optou-se pelo emprego de equipamentos de pequeno porte (réguas vibratórias e vibradores de imersão) para execução do pavimento de concreto “encaixado”, na forma de inlay.

A solução em whitetopping é vantajosa porque, com o emprego do concreto com funções de revestimento e base, as camadas inferiores ficam sujeitas a esforços muito reduzidos em comparação a um pavimento asfáltico, o que garante sua preservação e maior durabilidade.

As outras vantagens do whitetopping são:

Economia. Maior durabilidade e, portanto, maior economia, pois os custos de manutenção são mínimos, já que dispensa reforços estruturais periódicos. Os pavimentos de concreto também podem gerar economia de combustível e de material rodante, em razão da menor resistência à rolagem e de a temperatura do pavimento de concreto ser mais branda do que a temperatura de outros tipos de pavimento.

Técnica e desempenho. A vantagem técnica do whitetopping, além de reaproveitar toda a infraestrutura do pavimento existente, é o comportamento do pavimento restaurado quanto à sua durabilidade, que é idêntica a um pavimento de concreto novo, com expectativa de vida de serviço de 30 anos no mínimo, com mínimas necessidades de manutenção.

Construção.  Existe amplo domínio brasileiro sobre a tecnologia de concreto, o que é disseminado nas empresas construtoras. Os equipamentos de formas deslizantes de última geração, disponíveis no país, têm alto rendimento e produtividade, possibilitando a produção diária de grandes extensões de pista, com largura total, caracterizando grande rapidez de execução.

Segurança e conforto de rolamento. A aderência dos pneumáticos à superfície do pavimento de concreto é favorecida pela existência das ranhuras artificiais, evitando aquaplanagem e proporcionando menor distância de frenagem. O pavimento de concreto também tem excelente capacidade de reflexão da luz, requerendo até 60% menos iluminação em trechos urbanos, o que propicia melhores condições de visibilidade ao motorista e aumenta a segurança de tráfego, principalmente à noite ou em condições climáticas adversas. O conforto de rolamento, por sua vez, deriva do fato de os pavimentos de concreto não sofrerem deformação plástica e, portanto, não formarem trilhas de roda, além da excelente terminação superficial.

Ecologia e meio ambiente. O pavimento de concreto é um aliado efetivo da proteção ambiental, pois:

- É totalmente reciclável ao fim de sua vida útil;

- Requer uma estrutura menor para atender uma solicitação de tráfego do que a correspondente em outra alternativa;

- Inibe o fenômeno de lixiviação, impedindo a contaminação do lençol freático, de cursos d’água ou mananciais;

- Permite economia de combustível e redução de emissão de gases geradores do efeito estufa pela frota circulante.

Além disso, na fabricação do cimento portland, seu principal componente, é possível substituir parcialmente combustíveis fósseis por combustíveis alternativos. O cimento brasileiro tem um dos menores fatores clínquer/cimento do mundo (razão entre consumo de clínquer e produção de cimento), constituindo-se referência mundial nesse campo.

Normatização. O emprego do whitetopping é técnica consagrada de reabilitação de pavimentos asfálticos, dados os excelentes resultados obtidos com as obras já executadas, sendo a sua construção regida por procedimentos normatizados, conforme detalhado na norma DNIT 068/2004 – ES – Pavimento Rígido – Execução de camada superposta de concreto do tipo whitetopping por meio mecânico – Especificação de Serviço.

 

2. Quais são os principais controles que o contratante pode adotar na execução de serviços de pavimentação com whitetopping?

Os controles para a execução do whitetopping são os mesmos necessários para a execução dos pavimentos de concreto tradicionais. São necessários os controles tecnológicos do concreto, como a medida da consistência, pelo abatimento pelo tronco de cone, do teor de ar incorporado e da resistência à tração na flexão, bem como da espessura das placas executadas e das camadas subjacentes. São necessários também os controles topográficos das camadas que compõem o pavimento, a fim de garantir que as cotas das camadas acabadas sejam aquelas definidas no Projeto Executivo de Engenharia.

 

3. Na hora de elaborar uma licitação, quais são os principais pontos de atenção? O que o licitante de obra deve exigir das empresas contratadas para executar esse tipo de serviço?

A licitação deverá conter a descrição dos serviços que serão executados, com os respectivos quantitativos, incluindo os procedimentos de execução e de controle da obra e os tipos de equipamentos necessários. Tudo embasado no Projeto Executivo de Engenharia, parte integrante do documento de licitação, que deverá ser seguido à risca pela empresa contratada.

O licitante deverá exigir também que as empresas contratadas atendam aos procedimentos descritos na licitação, que tenham experiência no tipo de serviço a ser contratado, comprovada por meio de atestados técnicos, e que disponibilizem mão de obra qualificada e todos os equipamentos necessários à boa execução da obra.

 

4. Há alguma referência em relação à produtividade ou velocidade de execução desse sistema?

A execução do whitetopping ou do pavimento de concreto dependerá do equipamento utilizado e da logística da obra. A execução poderá ser feita com equipamentos de grande porte, com vibroacabadoras de formas deslizantes, de grande produtividade – até 1 km por dia -, abastecidas por usinas dosadoras e misturadoras de concreto. Ou pode ser feita com equipamentos de médio ou pequeno porte, de menor produtividade, como as acabadoras de formas fixas, de cilindro giratório ou réguas vibratórias, respectivamente.

As vibroacabadoras, de formas deslizantes e de grande produtividade, são utilizadas em obras rodoviárias e em obras urbanas que permitem a sua movimentação, sem interferências, como é o caso de alguns corredores de ônibus e BRT’s (Bus Rapid Transit ou Sistema de Transporte Rápido), em execução em cidades como Curitiba e Rio de Janeiro, por exemplo.

5. Quais são as principais etapas de execução do whitetopping?

Em resumo, são as seguintes:

  • Escolha e definição dos equipamentos que serão utilizados, em função das peculiaridades da obra e das especificações contidas no Projeto Executivo de Engenharia.
  • Planejamento e detalhamento da logística da obra, feitos a partir do Projeto Executivo de Engenharia.
  • Definição dos materiais que serão utilizados, incluindo aí os estudos de tecnologia do concreto, em função do tipo de equipamento que será empregado na obra. No caso de execução com equipamento de pequeno ou médio porte, o concreto é fornecido pré-misturado, em caminhões betoneiras, devendo atender às especificações do projeto. No caso da execução com vibroacabadoras de formas deslizantes, o concreto é produzido em usinas dosadoras e misturadoras, de grande porte, e fornecido em caminhões basculantes.

As etapas de execução são aquelas típicas dos pavimentos de concreto tradicionais, isto é:

  •  Preparo da fundação (subleito e sub-base), para o caso de pavimento encaixado (inlay), ou do pavimento asfáltico existente (whitetopping tradicional), se for o caso;
  • Assentamento das linhas guias, para o caso das vibroacabadoras de formas deslizantes, ou das formas metálicas fixas, para o caso da execução com acabadoras de cilindro giratório ou de réguas vibratórias;
  • Colocação das barras de transferência e de ligação;
  • Lançamento, espalhamento, adensamento e acabamento do concreto;
  • Texturização superficial;
  • Cura e proteção do pavimento acabado;
  • Serragem e selagem das juntas.

Cabe ressaltar que, havendo necessidade de liberação rápida ao tráfego, pode-se utilizar o concreto de alta resistência inicial, configurando a tecnologia fast track de liberação rápida do concreto, já empregada em obras de pavimentação urbana de concreto no Brasil.

Fonte: Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) 

Parceria com a USP viabiliza pista-teste feita com pavimento de concreto para uso em estradas

Foto de Rodovia Brasileira. Foto de: ABCP

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo concluiu no dia 26 de janeiro a pavimentação de um trecho de pista de concreto, onde será testado, pela primeira vez no Brasil, esse tipo de pavimento rígido continuamente armado para uso em estradas, aeroportos e corredores de transporte público. O trabalho está sendo realizado pelo Departamento de Engenharia de Transportes da Poli-USP e conta com a parceria de umpool de empresas liderado pela Votorantim.

O teste consiste na construção de uma “estrada-teste” na Avenida Mello Moraes, na Cidade Universitária, ao lado da raia olímpica da USP, com uma extensão total de 200 metros. A obra será agora objeto de análise científica ao longo de um período de cinco anos, passando por diferentes tipos de avaliações.

Segundo o chefe do departamento de Engenharia de Transportes da Poli-USP, professor José Tadeu Balbo, responsável pelo estudo, o modelo em questão tem uma durabilidade e resistência muito maior que o asfalto. “Devido à resistência do concreto, este padrão de pavimento praticamente dispensa gastos de manutenção da estrada por um período muito mais longo que os pavimentos em asfalto”, afirma o prof. Balbo.

O pavimento é inspirado em experiências de construção das interstatehighways americanas, modelo que contribuiu para o desenvolvimento da indústria de base dos EUA e para a ampliação da capacidade competitiva da economia americana, principalmente a partir do pós-guerra (década de 1950). “Questões como acesso à tecnologia, transferência de conhecimentos acadêmicos e custos de construção sempre limitaram a importação e aplicação deste modelo de rodovias no Brasil”, diz o prof. Balbo. A parceria da universidade com a iniciativa privada viabilizou esse teste inédito no Brasil.

Segundo o gerente geral de Relações Governamentais da Votorantim, Lucélio de Moraes, “a construção da pista-teste da USP traduz as sinergias do modelo de atuação da companhia em prol do desenvolvimento da indústria brasileira”. A parceria com a USP envolveu o fornecimento de produtos e serviços da Votorantim. Foram usados na pista-teste dois tipos de vergalhões de aço da Votorantim Siderurgia, um deles submetido ao processo de galvanização com zinco fornecido pela Votorantim Metais, e quatro tipos de concreto fornecidos e aplicados pela Votorantim Cimentos.

Uma das inovações da pesquisa é o fato de a pista-teste ser um longo trecho sem juntas, como ocorre com o pavimento de concreto convencional. Isso aumenta o conforto e a segurança ao se dirigir, além de reduzir os custos com o desgaste dos veículos.

A pesquisa prevê a avaliação da pista-teste inicialmente num período entre seis meses a 1 ano, submetida ao tráfego normal de carros e ônibus de linha que circulam pela Cidade Universitária. A liberação para a circulação dos veículos deve ocorrer em cerca de um mês. Durante os testes, será observado o padrão das fissuras geradas pela rodovia nas condições de clima e frequência de uso característicos do local.

Por fim, ao longo de cinco anos, os pesquisadores irão verificar os níveis de oxidação do aço que dá armação à base do pavimento. Nos 200 metros de pista-teste, metade do aço foi galvanizada e a outra metade não teve o mesmo tratamento – com o objetivo de comprovar cientificamente a resistência à corrosão de cada um deles ao longo do tempo.

Fonte: divulgação Votorantim 

Construtora economiza 30% na compra de concreto em obra no Maranhão

Canopus montou operação compacta, com central dosadora da RCO e caminhões betoneiras, aliado ao método de paredes de concreto. Projeto de residencial envolve a ativação de mais de 1,4 mil habitações no prazo de 20 meses

Depois de 40 anos de atividade e mais de 2 milhões de metros construídos, a construtora maranhense Canopus sabe como usar a experiência a seu favor. A empresa, que já construiu de shopping centers a postos de gasolina, entrou no programa Minha Casa, Minha Vida há sete anos. Só nesse segmento, ela entregou um volume superior a 15 mil casas.

No ano passado, ao assinar o contrato para a obra do Residencial Morada do Sol, na capital São Luiz, a construtora – que possui também uma divisão de pré-fabricados – resolveu pensar diferente e adotar novas tecnologias. O resultado? Uma redução média de 30% no custo do concreto.

Para atingir a redução, a Canopus combinou a adoção do método de parede de concreto na construção das casas, substituindo a alvenaria tradicional. Para atender o cronograma apertado de entrega de 1414 habitações – de abril do ano passado a dezembro desse ano – a empresa percebeu que o fornecimento das concreteiras regionais não daria conta no volume e no prazo que ela precisava.

Nomad D-30 instalada na planta da Canopus Construções

Ao mesmo tempo, a empresa detém uma divisão de pré-fabricados que poderia ganhar com a automação maior de suas atividades. Juntando as duas informações, a construtora resolveu montar uma planta de concretagem compacta, formada pela central dosadora Nomad D-30, fabricada pela RCO, e por dois caminhões betoneira. Flexível, a central será transportada e remontada na unidade de pré-fabricados de concreto da Canopus assim que o Residencial for entregue.

 

“Percebemos que a nova forma de trabalhar poderia ser uma oportunidade para a redução de custos, pois precisamos de agilidade na concretagem”, explica o diretor de Engenharia da Canopus, Brenno Santiago. Segundo ele, a implementação tem sido um sucesso e tornou-se crucial para a finalização do condomínio.

Anderson Farias, gerente de obras da Canopus, complementa a informação de Santiago, ao avaliar os ganhos. “Temos uma demanda de aproximadamente 200 m³ de concreto por dia. Não poderíamos deixar de concretar, pois o prejuízo seria de cerca de 8 mil reais diários e isso sem contar outros fatores, como mão de obra parada”, diz.

Com a ativação da própria planta, a Canopus deixou de adquirir concreto de fornecedores da região, evitando desperdício de produto, inclusive com as etapas de carregamento e descarregamento dos caminhões. Os ganhos incluem maior qualidade, pois a central permite a padronização maior do concreto produzido. Outra redução foi a de mão de obra, estimada em 20%. “Mais do que isso, seguimos o plano estratégico da empresa, com a meta de transferir a central dosadora para a unidade de pré-fabricados onde ficará fixa e atenderá nossas obras”, argumenta Brenno Santiago.

O planejamento da construção também melhorou. Os dois caminhões adquiridos, com capacidade para 8 m³ cada, são abastecidos diariamente com a produção da Nomad D-30. “A central dosadora móvel foi uma escolha acertada, estudamos os modelos de centrais e essa foi a adequada para o nosso volume. Esse fator nos deixou muito satisfeitos”, detalha Farias.

Alex Nogueira, consultor de vendas da RCO, explica que o processo de escolha do equipamento para as necessidades da Canopus é o resultado da atenção voltada ao cliente. “Em nosso primeiro contato, conseguimos captar qual era a demanda da Canopus e vimos que a central dosadora Nomad D-30 se encaixaria perfeitamente”, diz. “Ela é prática, possui uma capacidade de produção interessante e a característica da mobilidade”, complementa o consultor. Ele também destaca que a instalação do equipamento é feita em um dia, o que agiliza o início das operações.

Brenno Santiago, diretor de Engenharia da Canopus, conta que a intenção é adquirir um silo de armazenagem ainda no primeiro trimestre de 2016 para complementar as operações da construtora. De acordo com ele, as perspectivas da empresa são de crescimento. “Com toda a crise que o mercado está passando, temos que buscar alternativas de redução de custo nas nossas operações, além da agilidade e garantia dos nossos processos”, finaliza.

Sobratema adia a Construction Expo para 2017

Feira será realizada junto com a M&T Peças e Serviços, a exemplo da primeira edição de ambas e sinalizando que a associação e o mercado estão se adequando à acomodação do setor de equipamentos e infraestrutura.

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração publicou nota informando que a terceira edição da Feira Construction Expo não ocorrerá mais em junho de 2016, como estava programada. O evento foi transferido para o mesmo período do ano que vem e deverá ocorrer junto com a terceira edição da M&T Peças e Serviços. Essas duas feiras nasceram juntas, em 2011 e foram desmembradas em 2013.

Para a Sobratema, a “gravidade da conjuntura econômica e política que o País atravessa e da forte retração em praticamente todos os segmentos da economia nacional” forçaram essa decisão, tomada junto aos apoiadores e expositores. “Todavia, considerando o importante papel da Construction Expo, e a necessidade premente de promover encontros e debates para orientar todos os agentes desta importante cadeia produtiva, a organização irá manter, na mesma data e local (15 e 16 de junho), a realização de um “Summit”, onde gestores públicos, entidades setoriais, empresas, comunidades técnicas da construção, engenharia e urbanismo, mídia especializada e outros públicos irão se encontrar e debater o presente e o futuro do macro setor da construção e a sua interface com as nossas cidades, com a presença de notáveis experts nacionais e internacionais”, informa a associação.

Segundo Afonso Mamede, presidente da Sobratema, o objetivo com o Construction Summit é reforçar o conteúdo técnico e especializado, algo que ele avalia como requisito importante na atual conjuntura de mercado retraído. “É o melhor a se fazer enquanto se aguarda a retomada das atividades, que esperamos ocorrer em 2017”, diz.

O Construction Summit será composto por dois seminários, cujos temas são “Cidades em Movimento” e “Tecnologias e Sistemas Construtivos”, além de uma exposição interativa, com os temas VivaCidade (parceria com o Sinaenco/Abridef/ITS), Sustentabilidade (parceria com Inovatech/Casa Aqua/Fundação Carlos Alberto Vanzolini), Construção Seca (parceria com empresas), Startups (parceria com empreendedores), Produtividade e Industrialização (parceria com Abramat e outras entidades), e Cidades em Movimento (parceria com mais de uma dezena de prefeituras).

A expectativa, segundo Hugo Ribas Branco, diretor de Operações e Feiras da Sobratema, é reunir cerca de 2,5 mil participantes entre engenheiros, técnicos, gestores públicos e demais profissionais envolvidos com a atividade da construção.

Fonte: InfraROI 

Silo da RCO ajuda Grupo CMP a fortalecer sua área de concreto usinado

Empresa mineira adotou o silo de 98 toneladas para atender operação combinada em três cidades de Minas Gerais, otimizando logística de entrega de concreto.

Silo RCO de 98t. Foto: CMP Concreto Usinado

Sediado em Passos, no interior de Minas Gerais, o Grupo CMP é uma das maiores corporações do estado com foco em cinco áreas: construção, caldeiraria, fabricação de pré-moldados, concretagem e empreendimentos.  A distribuição de negócios contempla quatro empresas. A área de construção, semente do grupo ainda em 1990, levou à criação das demais áreas, incluindo a CMP Concreto Usinado em 1994.

A sinergia entre as operações pode ser verificada com a compra da Concretar Pré-Moldados, em 2004, responsável pela produção de galpões industriais e rurais com estruturas pré-moldadas. “É essa integração que marca nossa estratégia de atuação, inclusive geográfica”, explica Sílvio Costa, gerente da divisão de Concreto Usinado.

Com a ampliação das demandas em 2015, a empresa resolveu investir, principalmente em maquinário, mas tinha que levar em conta o fato de possuir três plantas ativas, uma na sede em Passos, outra em Formiga e a terceira em Piumhi. “Nós já tínhamos adquirido uma usina de concreto completa no passado, mas sentimos a necessidade da implantação de mais um silo já a partir de 2014 em Piumhi”, explica Costa.

Apesar de definida a necessidade, a companhia tinha o desafio de continuar a atender uma produção de grande porte e, ao mesmo tempo, posicioná-la estrategicamente entre as três unidades. Para isso, a empresa resolveu adotar um silo com capacidade para 98 toneladas e instalá-lo na unidade de Piumhi. A escolha do local facilitou a operação logística de fabricação e entrega do concreto.

Com as operações de concreto usinado focadas nas três cidades, o Grupo consegue atender diversas cidades as margens da Rodovia MG050 sem encarecer os custos de transporte e a prejudicar a qualidade do produto. Simples: existe um prazo médio de quatro horas entre a fabricação e a entrega do concreto no cliente final. Dentro desse range, não há danos na qualidade do produto. A geografia, nesse caso, ajuda.

“Se estivéssemos somente com a planta de Passos, precisaríamos enviar muitos caminhões de uma só vez para atender o mesmo cliente, além da dificuldade de atender aos que compram grandes quantidades” diz. “Com a nossa operação atual, podemos utilizar uma quantidade menor de caminhões, fazendo com que eles retornem a uma planta mais próxima para reabastecer”, completa.

A qualidade do concreto também é garantida por outro fator: o controle da temperatura do cimento usado. Ela não deve exceder os 75 ºC, caso contrário vai exigir uma mistura com mais água em sua composição. O resultado afetaria negativamente a qualidade do concreto produzido.

Para evitar esse tipo de situação na planta de Piumhi, a empresa utiliza os dois silos para intercalar o armazenamento do cimento “O produto chega da cimenteira com a temperatura alta, então revezamos a armazenagem nos silos. Isso mantém a produção de concreto com a matéria prima na temperatura ideal”, diz.

O consultor técnico da RCO, Alex Nogueira, afirma que essa característica do equipamento se dá pela robustez dos materiais aplicados em sua produção. “A qualidade dos silos fabricados pela marca é um diferencial para o cliente. Por esse motivo, temos hoje modelos com capacidade de estocagem que varia de 40 até 4 mil toneladas de material em pó como cimento e calcário”, diz.

Costa destaca ainda a importância da consultoria técnica e do timing correto da visita da RCO. No segundo caso, ele ressalta que a presença do especialista da fabricante paulista aconteceu no momento de definição do silo a ser comprado. Já a respeito da consultoria, o gerente explica que o histórico de conhecimento de outros clientes com demandas similares é um diferencial importante.

“O Alex veio até aqui e mostrou o know how da fabricante. Depois, fomos convidados a conhecer a sede da RCO, com o intuito de acompanhar o processo de produção dos equipamentos e, então, fechamos o negócio. Simples assim”, finaliza.

Vendas de materiais de construção sobem 10,7% em março em comparação a fevereiro

A Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção (Abramat) informou nesta sexta-feira (8) que o faturamento com as vendas de materiais de construção aumentou em 10,7% no mês de março na comparação ao mês anterior. De acordo com a instituição, as áreas de materiais de base e acabamento foram as principais responsáveis pelo resultado positivo.

No caso dos materiais de base, o aumento foi de 11,8% em relação a fevereiro. Para os materiais de acabamento, o aumento de vendas foi menor, com 9%. Esse resultado pode indicar uma reação a retração de vendas desse segmento, que se iniciou em 2015. Walter Cover,presidente da Abramat considera que “é de se esperar que a partir de abril possamos ter um crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior porque as vendas do primeiro trimestre de 2015 ainda estavam em bom nível”.

Ainda segundo ele, “as notícias positivas sobre a ampliação de crédito para o financiamento de imóveis usados podem auxiliar o setor na retomada. Mas, somente um programa agressivo de crédito imobiliário, assim como para reformas, além da ativação do MCMV e da aceleração dos leilões de infraestrutura, poderão melhorar a expectativa das indústrias de materiais de construção para 2016″, explica.

Fonte: Apemec (Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo).

Pavimento de concreto agrega pista de painéis solares

Divulgação Colas

As rodovias com pavimento de concreto da Europa foram as escolhidas para receber uma nova tecnologia: faixas de painéis solares com 7 milímetros de espessura, fabricadas com silicone policristalino. Coladas sobre as estradas, elas podem gerar energia para cinco mil pessoas a cada quilômetro. O concreto é o material mais indicado, por refletir melhor a luz solar, ainda que o asfalto não tenha contraindicação.

A experiência começará na França, que pretende estender os painéis de silicone ao longo de mil quilômetros de rodovias. A invenção, batizada de Wattway, suporta veículos de grande porte, mas a iniciativa é o primeiro passo dado pelo governo francês para estimular a frota de carros movidos por energia elétrica.

“Há várias possibilidades, e essa de estimular uma frota de veículos limpos não pode ser descartada. Mas a prioridade é que, a cada quilômetro linear coberto pela película fotovoltaica, será possível atender cinco mil pessoas com energia elétrica”, ressalta Philippe Raffin, diretor-técnico da Colas – empresa francesa voltada à inovações na construção civil, e que desenvolveu o invento.

Raffin define a tecnologia como uma “estrada para o futuro”. Segundo o diretor da Colas, o formato de paralelepípedo das células fotovoltaicas é proposital. “Eles ajudam a integrar melhor o sistema e também interferem pouco na visibilidade dos motoristas, que estão acostumados com esse desenho na Europa”, justifica.

A invenção ganhou uma moção de apoio na COP21 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima -, sob a alegação de que a película de painéis solares ajudará o continente europeu a reduzir a emissão de carbono. Antes, a Colas precisa minimizar o custo das placas fotovoltaicas. Hoje, cada conjunto custa cerca de 5 mil euros.

Fonte: Massa Cinzenta

Pesquisa testa rejeitos da mineração na construção civil

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais, testa a reutilização de rejeitos contidos nas barragens das mineradoras para transformá-los em agregados na produção de materiais para a construção civil. Através de um processo de separação de elementos, laboratoristas da UFOP selecionaram areia e argila para produzir concretos, argamassas, blocos para alvenaria e blocos para pavimentação. A pesquisa é coordenada pelo professor do departamento de engenharia civil da universidade, Ricardo Fiorotti.

Segundo ele, se as mineradoras praticassem a reciclagem de rejeitos os volumes das barragens estariam em níveis aceitáveis. “Nossas propostas são capazes de contribuir com a redução do volume de sólidos que é depositado nas barragens. Se esses resultados tivessem sido aplicados desde 2013, quando o resultado da pesquisa foi apresentado à mineração, provavelmente poderíamos ter um panorama diferente”, diz Fiorotti, que faz parte do RECICLOS-CNPq – Grupo de Pesquisa em Resíduos Sólidos.

O professor da UFOP não tem uma estatística precisa sobre a quantidade de rejeitos que poderia se transformar em matéria-prima para a construção civil, mas faz a seguinte afirmação quando perguntado o que poderia ter sido evitado, caso os resíduos da barragem do Fundão tivessem sido reciclados. “Os rejeitos depositados em uma barragem como a de Fundão, que rompeu recentemente na região de Mariana, aqui em Minas Gerais, uma vez processados, seriam capazes de abastecer o consumo de areia de uma cidade de médio porte por alguns anos”, afirma.

A pesquisa desenvolvida pelo RECICLOS conseguiu separar minério de ferro, areia e argila dos rejeitos das mineradoras. “O minério de ferro retorna para a atividade mineradora, garantindo sustentabilidade ao processo de segregação. Já a areia pode ser utilizada em matrizes de Cimento Portland, como argamassas e concretos, enquanto a argila tem condições de ser destinada integralmente para a indústria cerâmica”, afirma Ricardo Fiorotti.

Fonte: Massa Cinzenta 

Mercado de imóveis de alto padrão está no paraíso

O segmento que envolve empreendimentos com valor superior a R$ 3 milhões por unidade corre por uma pista livre, diferentemente de outros setores do mercado imobiliário. Significa que as vendas seguem aquecidas, lastreadas principalmente pela cotação do dólar. Quem adquire esse tipo de residência tem suas economias em moeda estrangeira, sejam brasileiros ou estrangeiros. Por isso, construtoras e incorporadoras que atendem a esse público desconhecem a palavra crise. Para elas, os imóveis de alto padrão estão no paraíso.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o volume de lançamentos de imóveis voltados para a classe média (Valor geral de venda [VGV] até R$ 1 milhão) fechou 2015 com queda de 38%. No entanto, os empreendimentos de luxo cresceram 20%, de acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do estado de São Paulo). Em Curitiba, não é diferente. Relatório da Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná) mostra que o número de lançamentos de edifícios superluxo praticamente dobrou na capital paranaense de 2014 para 2015, saltando de 12 para 22 empreendimentos.

De acordo com o diretor de Pesquisa de Mercado da Ademi-PR, Fábio Tadeu Araújo, de fato não há crise para esse segmento. “Trata-se de um padrão de imóvel que sofre menos o efeito das variações econômicas e financeiras no país, pois seu púbico comprador é menos dependente do financiamento habitacional”, explica. “Esse tipo de imóvel tem outra característica, que é a valorização consistente, ou seja, o metro quadrado não para de crescer”, completa Lucas Vargas, vice-presidente executivo do Viva Real – portal especializado em análises do mercado imobiliário.

Fonte: Massa Cinzenta 

Inscrições abertas para o VII Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas

As inscrições para o IX Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas, que acontecerá no período de 18 a 20 de maio de 2016, no Rio de Janeiro (RJ), já estão abertas no endereço http://www.cbpe2016.com.br/.
O evento é promovido pela ABECE e pela ABPE (Associação Brasileira de Pontes e Estruturas) e tem o objetivo de divulgar trabalhos de pesquisa e de aplicação aos profissionais, pesquisadores e estudantes de Engenharia que queiram discutir, inovar e atualizar conhecimentos na área de engenharia de estruturas.
A edição deste ano ressaltará as diversas intervenções urbanas na cidade do Rio de Janeiro, visando capacitá-la para receber, neste ano, os Jogos Olímpicos, intervenções estas que estão modernizando e dando um novo perfil à capital carioca.
Neste contexto, o temário do evento estará contemplando as áreas específicas: Projeto, construção, recuperação, reforço e manutenção de Pontes, Estádios, Edifícios, Indústrias, Metropolitanos, Portos, Barragens, Plataformas Offshore, Aerogeradores e Fundações; e Normatização, experimentação, análise e dimensionamento de estruturas de Concreto Armado e Protendido, Metálicas, Madeira, Alvenaria e Materiais Avançados.
O IX Congresso Brasileiro de Pontes e Estruturas será realizado no Everest Rio Hotel (Rua Prudente de Morais, 1117 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ). Associados da ABECE têm desconto nas inscrições.

Fonte: ABECE