BID lança publicação de apoio a alianças público-privadas

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou a publicação Contribuições Setoriais para Promoção de Alianças Público-Privadas para o Desenvolvimento sintetizando as modalidades de apoio oferecidas por ele a projetos que preveem alianças estre os setores público e privado
Com esse material, o BID estaria reconhecendo o papel das Alianças Público-Privadas (APPDs) como uma alternativa para o aumento dos investimentos em infraestrutura e modernização da atuação governamental na prestação de serviços e também para a superação dos desafios de desenvolvimento da América Latina e do Caribe.
A publicação apresenta a maneira como o BID desenha os programas integrados, combinando assistência técnica, empréstimos e produtos não-financeiros, como estudos, pesquisas e avaliações para apoiar projetos na gestão dos três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
Fonte: InfraROI

RCO revê metas, mas emplaca 15% de crescimento em 2015

Estratégia iniciada no ano passado explica resultados positivos em ano difícil para economia brasileira no mercado de construção civil. Para 2016, empresa deve ampliar estratégia de venda no mercado latino-americano

A combinação de crise política e econômica afetou vários segmentos nacionais da construção civil, incluindo os equipamentos móveis – com uma retração de vendas estimada em 57% – e o próprio mercado de fabricação de cimento, que deve fechar o ano com uma queda de 8%. A RCO também reviu sua meta de crescimento de 20% para 15%, um número positivo diante do resultado da economia brasileira. A estimativa reflete várias iniciativas da empresa, incluindo a modernização e ampliação de suas duas unidades em Tambaú, interior de São Paulo, e a implantação do SAD ou Serviço de Atendimento Direcionado, um programa de pós-venda diferenciado.

Carlos Donizetti de Oliveira, diretor da RCO, explica que desde 2014 – quando efetivou um crescimento de 35% – a empresa já vinha se preparando para uma provável desaceleração nesse ano. “Estamos colhendo os frutos de nossa estratégia de mercado, inclusive com o lançamento de produtos adaptados aos pequenos e médios negócios, além da expansão de nossa atuação no comércio dos países vizinhos, principalmente na América do Sul”, argumenta.

No caso das duas plantas industriais, as unidades foram preparadas para comportar um incremento de 35% na capacidade de produção. Com a mudança, setores da empresa foram separados, os espaços para armazenagem de materiais e almoxarifado foram aumentados e o fluxo desses materiais pôde ser melhorado.

Com a casa em ordem, a RCO lançou produtos compactos para um mercado que acredita ser promissor: as pequenas e médias concreteiras. Entre os lançamentos está a central dosadora de concreto móvel Nomad D-20, que apesar de ocupar menos espaço físico, possui capacidade para 20 m³/h e pode substituir centrais dosadoras tradicionais. “Criamos, inclusive, uma campanha chamada ‘Equipamentos Compactos-Grandes Resultados’ para dar voz à nossa nova estratégia”, diz Oliveira.

Com o aumento das vendas, a fabricante também precisou investir na excelência do  atendimento ao cliente e criou o SAD (Serviço de Atendimento Direcionado). Com a adoção do sistema, os técnicos da RCO conseguem identificar preventivamente os problemas que podem ocorrer nos equipamentos utilizados e ensinam os clientes a melhor maneira possível de operar seus produtos. Todo o processo foi ativado a partir da visita em campo a mais de 100 clientes da empresa em todo o Brasil.

O ano também contou com novidades no quesito automação e segurança. A fabricante anunciou que estava distribuindo o único sistema de segurança para silos de armazenagem do setor. A tecnologia, que monitora o excesso de pressão no interior do equipamento, pode ser adotada em silos da própria marca ou de outros fabricantes.

A inovação não ficou restrita ao sistema de segurança.  O Projeto FIT, que é idealizado integralmente pela RCO, propõe ser um modelo de consultoria e modernização de concreteiras. O modelo de serviços do projeto inclui também um roteiro de informações que devem auxiliar o cliente no seu planejamento estratégico e na montagem de plantas para produção de concreto usinado com produtividade máxima mensal de 3.000 m³.

“Em 2016 devemos trabalhar em novas ações para manter nosso ritmo de crescimento”, diz Oliveira. “É desse modo que garantimos qualidade de atendimento e a eficácia do nosso slogan: ‘Inovabilidade Sempre’”, complementa.

Ações da RCO em 2015 geram Moção de Congratulação

A RCO recebeu uma Moção de Congratulação emitida pela Câmara de Vereadores de Tambaú, São Paulo. A iniciativa, encabeçada pelo vereador e presidente da câmara, Luis Fernando Viana Neves, pautou-se pelas estratégias da RCO em manter o ritmo de crescimento em 2015, lançando novos produtos, ampliando espaço fabril e investindo no capital humano. A votação foi unânime entre os vereadores para a aprovação da Moção.

Moção de Congratulação para RCO emitida pela Câmara de Vereadores de Tambaú – SP.

Carlos Oliveira, diretor da RCO, expressa que “a iniciativa da câmara de vereadores é recebida pela empresa com grande orgulho. É, pela segunda vez, um reconhecimento que demonstra que acreditamos na cidade e valorizamos a comunidade que nos acolhe.”

Com a performance empresarial que vem colhendo frutos positivos, a RCO foi pauta para recebimento de Moção de Congratulação pela segunda vez em 2015. Na ocasião anterior a iniciativa da empresa na manutenção de espaço público próximo à sede e construção de ponte para travessia de pedestres motivou os vereadores de Tambaú a aprovarem, também com unanimidade, o reconhecimento à RCO.

 

 

 

Concreto aditivado tende a conquistar o mercado brasileiro

Rodrigo Gouvea, da Grace

De acordo com Rodrigo Gouvea, supervisor de Laboratório da Grace Constructions Products para a América Latina, a demanda brasileira por aditivos por m³ de concreto ainda é considerada baixa em relação a países como os Estados Unidos. Mesmo assim, o especialista acredita que o mercado brasileira tem espaço para consumir mais desses produtos e alavancar sua comercialização. Na avaliação de Gouvea, a média de consumo está relacionada à cultura dos empreendedores brasileiros, os quais têm optado pelos concretos de menor consistência.

“Nós, da área de tecnologia, precisamos demonstrar as vantagens de se trabalhar com concretos de maior consistência”, reforça. Outra oportunidade de crescimento de aditivos, segundo ele, é a utilização de produtos que aumentam a durabilidade do concreto, caso dos redutores de retração por secagem e dos inibidores de corrosão, entre outros. Gouvea avalia que em 2016 a retomada das obras deve acontecer com mais intensidade. “A demanda de aditivos para concreto acompanha o ritmo do mercado da construção civil, que atravessa uma fase de ajuste nesse ano”, complementa.

Três questões importantes, segundo o especialista:

RCO News: Como esses produtos melhoram a qualidade da mistura final?

Rodrigo Gouvea, da Grace Constructions Products: Os aditivos modificam as propriedades do concreto a fim de melhor adequá-las a determinadas condições. O aditivo polifuncional, por exemplo, é o mais utilizado nas centrais de concreto. Ele ajuda no controle da hidratação do cimento, possibilitando o transporte do concreto por mais tempo sem que ele endureça no caminhão betoneira. Outra característica é que ele também eleva a resistência final do concreto por meio da redução do consumo de água do traço.

RCO News: Qual a importância dos equipamentos, como centrais de concreto, no uso adequado de aditivos para concreto?

Rodrigo Gouvea, da Grace Constructions Products: Para que o aditivo de concreto obtenha o máximo desempenho, é extremamente importante trabalhar com equipamentos de qualidade na central dosadora. Um possível erro na pesagem do traço irá diminuir os benefícios do aditivo, por exemplo, caso a quantidade de cimento inserida no caminhão betoneira seja maior do que a especificada. A dosagem do aditivo será alterada, involuntariamente, pois a dosagem dos aditivos é calculada em cima do consumo de cimento e, como consequência, haverá maior consumo de água para alcançar a consistência especificada.

RCO News: Como esses equipamentos podem contribuir de forma positiva para a melhor administração do concreto?

Rodrigo Gouvea, da Grace Constructions Products: De modo geral, os equipamentos disponíveis no Brasil são de ótima qualidade. Porém, nós vemos a necessidade das centrais dosadoras adquirirem um sistema de controle de umidade instantâneo, no qual a umidade seja corrigida automaticamente pelo sistema.

Sondagem da FGV faz um balanço da indústria de pré-fabricados de concreto

Foto: AEC Web

Pelo terceiro ano consecutivo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) realiza, por encomenda da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), uma sondagem entre as associadas da entidade para verificar o desempenho e sondar as perspectivas da indústria de pré-fabricados de concreto no Brasil.

Na sondagem deste ano, cuja coleta de dados foi realizada entre julho e setembro de 2015, as empresas reportaram uma piora em seu desempenho, com redução dos planos de investimentos. Vale lembrar que a sondagem realizada pela FGV junto aos associados da ABCIC em 2014 mostrou uma frustração com os resultados de 2013 e já havia indicado uma queda na intenção de investimento do empresário, resultado que foi associado pelas próprias empresas ao ambiente macroeconômico e à queda na demanda.

De fato, os números apurados em 2015 revelaram que houve diminuição na produção e no número de empregados do conjunto de empresas pesquisadas, repercutindo negativamente na decisão de investir. Na verdade, a queda nos investimentos mostrou-se ainda mais severa que a anunciada no final de 2014. Indiscutivelmente, as empresas de pré-fabricados sofreram o impacto da retração da atividade do principal elo da cadeia e demandante de seus produtos: o setor da construção.

Emprego e produção

No que diz respeito ao total de empregos gerados pelas indústrias de pré-fabricados, a sondagem da FGV constatou que, em dezembro de 2014, as associadas da Abcic registravam um total de 11.295 funcionários, o que representou 1,3% do contingente de trabalhadores da indústria de material e equipamentos e 8,8% do segmento de fabricação de artefatos de concreto. Na comparação com 2013, a redução no estoque de trabalhadores das empresas foi de 6,39%, ficando acima da média da indústria de materiais, que apresentou queda de 2,39% no mesmo período.

A produção de pré-fabricados no ano de 2014, que alcançou a marca de 1.035.628 m3, também encolheu (-3,2%) na comparação com o ano anterior. A produção média foi de 25.891 m3 por empresa. Em 2014, de acordo com o IBGE, a produção de materiais de construção registrou declínio de 5,9%. O desempenho menos negativo da indústria de pré-fabricado se deve à grande diversidade de atuação do segmento, além da garantia de agilidade e qualidade, características inerentes ao segmento das estruturas pré-fabricadas.

A capacidade de produção instalada das empresas de pré-fabricados de concreto teve recuo de 2,6%, passando de 1,678 milhão de m3, em 2013, para 1.635 milhão de m3 no ano passado. Em relação ao declínio, a sondagem faz uma observação, ao notar que as espessuras de lajes e secções de vigas variam de acordo com o projeto, a modularidade estabelecida e a tecnologia empregada. Por isso, é possível ser observada uma diminuição ou um aumento no volume de concreto utilizando os mesmos recursos, o que dificulta o estabelecimento de uma correlação direta entre o volume produzido e a capacidade instalada do segmento.

No que diz respeito ao porte por empregados, predominam as empresas de tamanho médio: 29% das indústrias de pré-fabricados possuíam até 100 empregados, 61% registravam entre 101 a 500 trabalhadores, e 10% contavam com mais de 500 empregados. Em relação à produção, houve aumento nas duas pontas: o percentual de empresas com produção de até 10 mil m3 passou de 39%, em 2013, para 41% no fim de 2014, e o percentual com produção superior a 100,1 mil m3 alcançou 7,7%.

Aporte tecnológico

O levantamento realizado pela FGV também constatou que, em 2014, as empresas de pré-fabricados consumiram 379,3 mil toneladas de cimento e 131,2 mil toneladas de aço. Pelo segundo ano consecutivo, o consumo de cimento caiu (– 10,7%), enquanto o consumo de aço registrou crescimento de 12,6%. Como a produção total de pré-fabricados se reduziu, esse movimento indica mudança tecnológica ou de perfil da produção favorecendo a demanda de aço. Prevaleceu a mudança tecnológica. De fato, em relação ao ano de 2013, a produção de concreto armado, que utiliza mais aço, aumentou, passando de 40,5% para 44,9%.  De todo modo, pode-se notar que o concreto protendido continua a representar a maior parcela da produção.

Na comparação com 2013, cresceram as sinalizações de uso do concreto auto-adensável – passou de 58,1% para 66,7%. No que diz respeito à plataforma BIM (Building Information Modeling), em 2014 observou-se uma mudança marcante em relação ao ano anterior: o percentual de empresas que não conhece a ferramenta caiu de 20,9% para 4,9%.  Vale destacar também o aumento das sinalizações das empresas que conhecem e já implantaram ou que pretendem fazê-lo nos próximos dois anos, que passou de 43,5% para 63,4%.

Em 2014, o percentual de empresas que indicou produzir exclusivamente o concreto protendido retrocedeu para 9,4%. Em 2011, nenhuma empresa assinalou produzir apenas esse tipo de concreto, percentual que chegou a 8% em 2012 e passou para 11,8% em 2013.  Por sua vez, o percentual de empresas com produção integral dedicada ao concreto armado continua se reduzindo a cada ano: era de 26% em 2011, passou para 22% em 2012, para 20% em 2013 e 18,4% em 2014. Por outro lado, vale notar que a ampla maioria das empresas, 82,9% não produz estrutura metálica. Em 2013, esse percentual era de 77%.

Ranking diversificado de obras

Em relação à demanda, em 2015 shoppings e indústrias se mantiveram como os principais destinos das vendas do setor – os shoppings aumentaram sua participação, passando de 20,3% no ano passado para 30,1%. O segmento de infraestrutura, que vinha crescendo, voltou a cair várias posições e em 2015 representou apenas 8,4% da demanda das indústrias de pré-fabricados – em 2014, essa participação alcançou 14,3%. A área de varejo ganhou várias posições e se colocou em terceiro lugar, com 11,9%, atrás de shopping e indústrias. Na sequência, vem centros de distribuição e logística, com 10,9% de participação. Por sua vez, o segmento habitacional se manteve com a menor participação (5,3%).

Assim como nos dois anos anteriores, a sondagem incluiu perguntas relacionadas aos investimentos realizados pelas empresas no ano corrente (2015) e à intenção de investir em 2016. Dessa vez, foram introduzidas questões para captar a percepção das empresas em relação ao desempenho da produção em 2015, assim como as expectativas em relação a 2016. A percepção dominante é de que houve queda em 2015: 30% das empresas indicaram redução na produção, enquanto para 12,5% houve aumento.

Com a queda na produção, os planos de investimentos se alteraram. De fato, houve uma mudança significativa na comparação com as intenções indicadas na pesquisa realizada em 2014. O mesmo percentual de empresas apontou elevação e redução dos investimentos em capital fixo, portanto, o saldo foi zero, o que significa que não deve ter ocorrido aumento dos investimentos para o conjunto das empresas em 2015. Na pesquisa realizada no ano anterior, mais empresas apontavam intenção de elevar seus investimentos, resultando em uma diferença positiva de 15,5 pontos percentuais.

Essa deterioração foi generalizada entre os diversos setores da economia, tendo atingindo mais fortemente a indústria de transformação. A sondagem da FGV realizada no 3º trimestre de 2015 apontou que um maior número de empresas indicou ter diminuído seus investimentos nos últimos 12 meses – saldo negativo foi 11 pontos percentuais. Entre as empresas da indústria de materiais de construção pesquisadas essa diferença foi ainda maior, de 20 pontos percentuais.

Os investimentos das empresas de pré-fabricados foram realizados principalmente na aquisição de equipamentos para produção (58,3%), seguidos pela ampliação da área de produção (38,9%), ampliação da área de estocagem (33,3%) e ampliação de galpões e obras civis (30,6%). As empresas atribuíram as dificuldades de investir principalmente às incertezas da política econômica, mas também teve destaque o baixo patamar da atividade da construção e, portanto, da demanda por produtos do setor.

A despeito dessas incertezas, um maior número de empresas de pré-fabricados ainda espera aumento da produção em 2016. A diferença entre as que esperam aumentar ou aumentar muito e as que acreditam que a produção vai cair ou cair muito é positiva, embora pequena – de 5 pontos percentuais.

No entanto, no que diz respeito aos investimentos, um maior número assinalou intenção de reduzi-los em 2016: diferença de – 17,5 pontos percentuais. Na sondagem da indústria transformação realizada em outubro, a intenção de reduzir os investimentos nos próximos 12 meses superou a de elevar em 14 p.p. Na indústria de materiais, a diferença foi 13 p.p em favor das empresas que reduziram seus investimentos.

BOX – Quem é a Abcic

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto foi fundada em 2001, com o objetivo de difundir e qualificar os pré-moldados de concreto destinados às estruturas, fachadas e fundações.

Com aproximadamente 100 associados, promove ações e iniciativas para o desenvolvimento do setor, como por exemplo, o Selo de Excelência ABCIC, programa que atesta a conformidade aos padrões de tecnologia, qualidade, segurança, meio ambiente e desempenho das empresas do setor de pré-fabricados, o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricado, que prestigia empresas e profissionais do setor, e o Anuário ABCIC, com informações mercadológicas, técnicas e políticas da industrialização na construção.

Possui uma integração com prestigiadas entidades nacionais e internacionais, como é o caso da fib – Fédération Internationale du Béton, além de realizar cursos de capacitação profissional e de participar de importantes eventos no Brasil e no exterior.

Fonte: assessoria de imprensa da Abcic

Norma NBR 12655 é essencial para a qualidade das construções brasileiras, diz especialista

Arnaldo Battagin

Em outubro, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) organizou um seminário com o tema “Desafios do Projeto, Produção e Aplicação do Concreto”. Um dos temas em destaque no evento foi a importância da norma NBR 12655, criada há cerca de 10 meses, para o mercado concreteiro. Arnaldo Battagin, geólogo e diretor de laboratórios da ABCP, foi um dos palestrantes do evento e concedeu uma entrevista sobre o tema.

O que a ABNT NBR 12655:2015 regulamenta e o que ela trouxe de novidade?

Battagin - A ABNT NBR 12655 estabelece requisitos para a composição, o preparo, o controle tecnológico do concreto nos estados fresco e endurecido e os critérios para aceitação e recebimento do concreto nos locais previstos para sua aplicação. Essa norma se aplica aos concretos de massa específica normal, aos pesados ou densos e também aos concretos leves. Ainda quanto ao campo de aplicação, o concreto pode ser usado em estruturas moldadas na obra, estruturas pré-moldadas ou componentes estruturais pré-fabricados para edificações e estruturas de engenharia. Estão fora do escopo da ABNT NBR 12655 o concreto massa, os concretos aerados, os espumosos e aqueles com estrutura aberta (sem finos).

Nesta versão de 2015, a norma foi atualizada e foram feitos ajustes:

1 – Nas definições dos termos utilizados, que foram compatibilizadas com outras normas que complementam a ABNT NBR 12655;

2 – No estabelecimento de requisitos para o controle tecnológico dos componentes do concreto, passando a ser referenciadas as normas respectivas a cada um dos materiais. Com isso, foi automaticamente cancelada a antiga ABNT NBR 12654;

3 – Nos critérios de aceitação e recebimento do concreto nas obras, sendo esclarecidos alguns conceitos e melhorada a redação para facilitar o entendimento e a aplicação da norma. O título e o escopo da ABNT NBR 12655 foram modificados, sendo explicitamente introduzida a operação de aceitação do concreto, que conceitualmente corresponde ao cumprimento a todos os requisitos normativos estabelecidos para o concreto. O recebimento é a etapa que antecede a aceitação definitiva do concreto, correspondendo ao cumprimento das propriedades  no estado fresco (geralmente abatimento)  e nos casos de  concreto dosado em central também a aprovação da documentação que acompanha a entrega do concreto. Em casos de não conformidade dos resultados obtidos no controle tecnológico em corpos de prova moldados para essa finalidade, passou a ser referenciada a ABNT NBR 7680, que prevê a extração de testemunhos da estrutura, determinação das resistências obtidas e análise interpretativa desses resultados, desde que estudos prévios ligados à segurança estrutural justifiquem a real necessidade das extrações.

4- Nos requisitos de durabilidade, com a revisão daqueles introduzidos na versão de 2006 da norma, e com a incorporação, nesta nova versão de 2015, de um anexo informativo que trata dos cuidados a serem tomados nas fases de projeto e execução de estruturas sujeitas à ação de águas agressivas, para garantir sua durabilidade (caso de elementos enterrados de concreto, como as fundações).

A ABNT NBR 12655:2015 incorporou as inovações já normalizadas no campo do concreto nos últimos anos, referenciando a ABNT NBR 15823, para o concreto autoadensável, a ABNT NBR 15900, para a água de amassamento do concreto, e as normas brasileiras específicas para materiais que podem ser utilizados na composição do concreto, como a sílica ativa (ABNT NBR 13956:2012), o metacaulim (ABNT NBR 15894:2010) e outros materiais pozolânicos (ABN TNBR 12653:2014).

Na prática, com esta norma, o que mudou na vida do projetista e do gerente de obras?

Battagin - A ABNT NBR 12655 orienta os profissionais responsáveis pelas obras de concreto sobre as melhores práticas, dentro de seu escopo, desde sua primeira edição, em 1992. Nesta nova versão foi atualizado o conteúdo da norma, sem mudanças expressivas na relação entre os profissionais envolvidos com o tema. Vale informar que, para facilitar a verificação do cumprimento das exigências previstas na ABNT NBR 12655, decidiu-se estabelecer o prazo de cinco anos para o arquivamento de documentos comprobatórios das exigências da norma, como os dados do controle tecnológico do concreto, por exemplo, em lugar de referir à legislação vigente, que certamente deverá ser cumprida, mas pode não ser suficientemente específica.

A nova NBR 12655 substitui a atual NBR 12654 – Controle Tecnológico de Materiais Componentes do Concreto – Procedimento. Por que essa substituição?

Battagin - Como já mencionado, a ABNT NBR 12655:2015 passou a referenciar as normas dos materiais que entram na composição do concreto, pois essas normas brasileiras foram revisadas e estabelecem como deve ser realizado o controle tecnológico de cada material especificamente, tornando desnecessária a ABNT NBR 12654, cujo conteúdo, além de repetitivo, estava desatualizado.

A NBR 12655 pode ser considerada uma das normas-mães do concreto?

Battagin - No campo da tecnologia do concreto, a ABNT NBR 12655 é a referência maior no Brasil. Vale lembrar que, inicialmente, parte do conteúdo da ABNT NBR 12655 constava das primeiras versões da antiga NB-1 (Projeto e execução de obras de concreto armado), que hoje é a conhecida ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto). Com o passar dos anos, o aumento da complexidade das obras e, por consequência, das exigências normativas, decidiu-se separar os documentos relativos a projeto (ABNT NBR 6118) daqueles que tratam da execução das estruturas (ABNT NBR 14931) e do controle tecnológico do concreto (ABNT NBR 12655).

 

Existem pontos na NBR 12655 que precisarão ser ainda melhorados? Isso será feito numa futura revisão?

Battagin - As normas técnicas são o registro do consenso social acerca do avanço científico e tecnológico de um país, em um determinado momento da história. Por esse motivo são evolutivas e devem ser revisadas periodicamente, para que permaneçam atualizadas. Certamente a ABNT NBR 12655 será objeto de futuras revisões, dada sua importância e a necessidade de acompanhar os avanços do concreto e suas aplicações.

Para o mercado que produz concreto, o que muda na prática com a nova NBR 12655? 

Battagin - Para aqueles que já utilizam a norma, não haverá mudanças significativas. Há, no entanto, a necessidade de divulgar e apresentar as vantagens de conhecer e seguir as normas técnicas brasileiras, que geram conhecimento técnico, diminuem desperdícios, facilitam a negociação de bens e serviços, pois melhoram o entendimento entre as partes envolvidas, além de trazerem segurança a produtores e consumidores.

Entrevista realizada pela ABCP e divulgada no link: http://www.abcp.org.br/conteudo/imprensa/abcp-promove-seminario-dia-15-de-outubro

Estudo de pós-doutorado de engenheiro de Itaipu pode contribuir para durabilidade de estruturas de concreto

 

Étore Funchal de Faria, pós-doutor e especialista em Segurança de Barragens pela Universidade Estadual do Arizona (EUA)

Uma pesquisa de pós-doutorado, desenvolvida por um engenheiro civil da Itaipu Binacional na Universidade Estadual do Arizona (EUA), pode aumentar a durabilidade e a segurança de estruturas de concreto em to

O estudo mostrou como materiais compósitos – formados por fibra têxtil e argamassa de cimento, por exemplo – são capazes de selar mesmo as chamadas “fissuras vivas”, que se dilatam e retraem com variação térmica. Na prática, isso dificulta o processo de deterioração de estruturas de concreto, fazendo com que elas fiquem mais preservadas. É como se o tempo passasse mais devagar para essas estruturas.do o País e no mundo.

O resultado consta no trabalho Materiais compósitos cimentícios avançados para aplicação em fissuras em barragens de concreto, desenvolvido pelo engenheiro civil Étore Funchal de Faria, da Divisão de Obras Civis de Itaipu. Agora, este conhecimento poderá ser aplicado em Itaipu e nas empresas Eletrobras, segundo o engenheiro.

O estudo, concluído em 15 de agosto, foi feito na Universidade Estadual do Arizona, a Arizona State University (ASU), nos Estados Unidos, como parte do pós-doutoramento em Estruturas e Materiais com ênfase em Segurança de Barragens de Étore Faria.

O projeto teve apoio de Itaipu, do Parque Tecnológico Itaipu, e foi desenvolvido por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. O convite partiu da Universidade das Empresas Eletrobras (Unise) e foi apoiado pelas superintendências de Obras e de Engenharia.

“O objetivo foi estudar um material que tivesse competência para atuar como se fosse um selo em fissuras”, explicou o pós-doutor. “Quando fazemos esse selo ‘elástico’, o material abre e fecha com a fissura. Ao se expandir e voltar, eu transformo essa fissura ‘grande’ em milhões de nanofissuras, e não tenho mais o efeito dos agentes deletérios dentro dela”.

Nos Estados Unidos, a pesquisa foi feita com um tipo de fibra têxtil e argamassa de cimento e vários tipos de ensaio, incluindo a correlação digital de imagem, que fotografa todas etapas de surgimento das fissuras. No Brasil, o estudo deve continuar com o emprego de outras fibras. Tudo será registrado e publicado em artigos científicos. Em 2016, o projeto será apresentado no Parque Tecnológico Itaipu, com a presença do Professor Doutor Barzin Mobasher, da Universidade do Arizona, que recepcionou o colega nos Estados Unidos.

“Poderemos usar até fibras de garrafas pet”, disse o engenheiro, que não pretende parar suas pesquisas, iniciadas quando ele ainda cursava Engenharia Civil na Universidade do Estado de Minas Gerais, em meados de 1990. Desde então, ele percorreu um caminho acadêmico paralelo à experiência profissional por empresas como Furnas e Petrobras. “Quem trabalha em barragens não quer saber de outra coisa”, comenta. Em 2004, obteve o título de mestre em Estruturas pela COPPE-UFRJ (2004). Já na Itaipu, conquistou o doutorado em Estruturas e Materiais pela COPPE-UFRJ, em 2012.

Conheça a usina de Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,3 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de cerca de 17% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75% do Paraguai.

Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.

Fonte: assessoria de comunicação da usina de Itaipu Binacional.

Setor lança Frente Parlamentar da Construção

Movimento tem adesão de 62 parlamentares e de 70 entidades da construção

Foto: ABCP

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, lançou nesta segunda-feira, 30 de novembro de 2015, a Frente Parlamentar da Indústria da Construção.

A iniciativa terá como objetivo fortalecer a cadeia produtiva, por meio da sustentação dos investimentos em infraestrutura e desenvolvimento urbano, visando assegurar o equilíbrio entre o poder público e a iniciativa privada, trazendo a ambos segurança jurídica, previsibilidade e garantias.

A Frente Parlamentar será presidida pelo deputado Itamar Borges (PMDB) e terá dois grupos de trabalho: um com foco em desenvolvimento urbano, coordenado pelo deputado estadual Antonio Ramalho (PSDB), e o outro dedicado à infraestrutura econômica, com a coordenação do deputado estadual Ricardo Madalena (PR-SP).

As pautas prioritárias que serão tratadas pela Frente Parlamentar são:

  • Viabilizar as propostas do Programa Compete Brasil, da Fiesp;
  • Implementar ferramenta de acompanhamento de obras emblemáticas;
  • Estimular a adoção do conceito Modelagem de Informação da Construção (BIM);
  • Implantar o Sistema Integrado de Licenciamento de Obras nas cidades paulistas (SILO);
  • Padronizar os códigos de obras municipais;
  • Reduzir o fator acidentário de prevenção (FAP / RAT);
  • Simplificar o regime de substituição tributária para materiais de construção;
  • Promover a segurança em edificações.

Fonte: Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)

Programa Reconhecer da RCO premia atitude que busca resultado

O diferencial promovido pelo colaborador e seu devido reconhecimento. Essa é a principal orientação que se baseia o Programa Reconhecer RCO.
Implantado pelo departamento de Recursos Humanos da empresa, o programa busca congratular o funcionário que, na maioria das situações, vai além de suas atribuições principais. Esse funcionário gera diferenciais, motiva seus pares e busca sempre o resultado final com qualidade e satisfação do cliente interno ou externo.

O funcionário Lucas Eduardo recentemente superou suas expectativas de trabalho. Em uma ação de montagem externa assumiu o papel de liderança e a gestão da equipe de montadores e, por fim, realizou toda a integração necessária para com o cliente. Toda esse iniciativa de Lucas foi além de suas atribuições principais e contribui para que a RCO atendesse o cliente de forma plena.

“Precisamos de atitudes como essa. Atitudes dinâmicas, que demonstrem garra e vontade de atingir os resultados focando sempre nos clientes”, pondera Celso Carvalho, gestor de pessoas da RCO. Carvalho ainda ressalta que “esse posicionamento profissional deve e pode acontecer em qualquer função na empresa, da coordenação ao chão de fábrica.”

 

Lucas Eduardo foi premiado com um final de semana em família no Hotel Fazenda Poços de Caldas, na cidade de Poços de Caldas em Minas Gerais. O local é indicado para lazer com a família e descanso em meio às paisagens mineiras.

Hotel em Copenhague leva concreto pré-fabricado ao limite

Na Dinamarca, a construção industrializada do concreto foi submetida a um de seus mais rigorosos testes, e passou com louvor. O hotel Bella Sky, inaugurado em 2011 em Copenhague, foi construído totalmente com estruturas pré-fabricadas, incluindo paredes de concreto. O desafio da obra foi viabilizar duas torres com inclinação de 15° que, juntas, formam um complexo com formato em “V”. Segundo o engenheiro estrutural, Kaare K. B. Dajhl, responsável pela obra, a opção pelo pré-fabricado foi importante para que as peças fossem perfeitamente construídas. Cada prédio tem 76,5 metros de altura e todo o complexo consumiu 7.100 elementos pré-fabricados, onde o peso das peças maiores chegou a 15 mil quilos. O volume de concreto empregado na obra foi de 13 mil m³ e mais 7.200 m³ aplicados nas fundações.

Kaare K. B. Dajhl disse que não teria sido possível projetar um edifício com essa complexidade sem o uso doBIM (Building Information Modeling). “Quando uma estrutura desta natureza é projetada, é impossível obter uma boa compreensão sem um modelo 3D. Neste caso, o BIM foi usado extensivamente para decidir e compreender como a estrutura de apoio iria transferir as vastas forças para a fundação”, explicou. O uso do modelo não envolveu apenas a equipe de projetistas e de engenheiros da construtora Ramboll – responsável pela obra. Todo o sistema foi compartilhado com as concreteiras contratadas, os fabricantes de aço, de estruturas pré-moldadas e os demais prestadores de serviço ligados à execução do empreendimento. “A comunicação foi um dos alicerces desta obra”, completou o engenheiro.

Veja mais detalhes na reportagem de Altair Santos, do portal Massa Cinzenta: http://www.cimentoitambe.com.br/hotel-copenhague-concreto-pre-fabricado/