Brasil pode aumentar consumo de aditivos de concreto

Especialista em aditivos para concreto, ouvido pela RCO News, confirma que o Brasil tem potencial para aumentar o consumo de aditivos. Para ele, o uso de equipamentos corretos, caso das centrais dosadoras, também contribui para isso

Shingiro Tokudome, Gerente Executivo da unidade de negócios MC para Indústria de Concreto da MC Bauchemie, acredita que o Brasil tem espaço para consumir mais aditivos. Para o especialista, o país apresenta a característica de sempre estar aberto às inovações e, portanto, o consumo sempre estará alinhado aos aditivos utilizados internacionalmente em variedade e quantidade. “Quanto mais o mercado consumir concreto, mais crescerá o uso de aditivo”, argumenta.

Outro ponto destacado pelo executivo é a avaliação sobre a evolução da tecnologia de aditivos. Para Tokudome, o produto do tipo mid-range ou intermediário, composto por dispersantes poliméricos desenvolvidos via modelagem computadorizada, destaca-se como aplicação de alto nível. O especialista lembra que esse tipo de insumo oferece alta redução de água e mantém a consistência personalizada, de acordo com a necessidade da obra. Ele ainda ressalta a excelente manutenção da trabalhabilidade que aditivos mid-range conferem ao concreto e à possibilidade de poderem ser usados na própria central de concretagem. Para ele, trata-se da solução mais apropriada para atender a NBR 8953/2015 no quesito abatimento do concreto de classe S100, S160 e S220.

Três questões importantes, segundo o especialista em aditivos

RCO News: Como esses produtos melhoram a qualidade da mistura final?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Os aditivos atuam com várias funções, como controle de tempo de pega e consumo racional de aglomerantes. Também permitem alcançar resistência mecânica inicial e final de acordo com a especificação. Além de influenciarem na melhoria da trabalhabilidade e no controle da manutenção do abatimento “slump”. Outro ponto positivo é o controle térmico da hidratação do concreto, redução da água de amassamento (muito importante para o momento atual de estiagem) e atendimento de projetos com especificações exigentes, diminuindo a porosidade do concreto e aumentando sua durabilidade. Na produção do concreto, ele facilita a homogeneização dispersando melhor os finos, permite estender o tempo de transporte mesmo em climas quentes e melhora o processo de bombeamento. Os aditivos conferem ainda rapidez na concretagem.

RCO News: Qual a importância dos equipamentos, como centrais de concreto, no uso adequado de aditivos para concreto?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Os equipamentos são muito importantes na garantia do melhor desempenho do aditivo no concreto. Uma vez que a central está preparada com sistemas de dosagens de aditivos com baixa tolerância de erro, ela permite a fabricação do concreto mais homogêneo entre uma carga e a outra. No quesito misturadores ou caminhões betoneiras, quanto mais compatibilizado estiver a energia de homogeneização do equipamento com a característica do concreto, maior será o aproveitamento da capacidade de dispersão dos aditivos.

RCO News: Como esses equipamentos podem contribuir de forma positiva para a melhor administração do concreto?

Shingiro Tokudome, da MC Bauchemie: Neste quesito, acredito que os equipamentos de dosagem existentes no mercado, principalmente os gravimétricos, atendem muito bem as necessidades atuais. Com relação aos misturadores ou caminhões betoneiras, a manutenção preventiva sempre irá contribuir para um menor desvio padrão na produção do concreto permitindo trabalhar com dosagens de concreto mais racional.

Brasil produziria o melhor concreto do mundo

Em tese, segundo reportagem do portal Massa Cinzenta, da Cimento Itambé. 
Escrito pelo jornalista Altair Santos, a matéria traz a avaliação de grandes especialistas em concreto que participaram da edição desse ano do Concrete Show, evento realizado em São Paulo. Acompanhe a íntegra da reportagem no link: http://www.cimentoitambe.com.br/brasil-produz-melhor-concreto/

Microcimento começa a conquistar espaço no Brasil

Microcimento. Fonte: Massa Cinzenta

O microcimento, produto que une materiais polímeros com materiais cimentícios, está começando a ganhar destaque entre os especialistas do mercado de concreto. De acordo com o portal Massa Cinzenta, o produto foi apresentado na 2ª Feira do Construtor, realizada em Curitiba (PR), no final de julho.

A combinação dos elementos cria uma pasta que pode ser aplicada sobre paredes e pisos, sempre com espessura máxima de três milímetros. Depois de instalada, a camada fina de material adere à superfície e o resulto é simples: acabamento liso, brilhante e em cores que podem variar – do branco a tons mais escuros.

Em entrevista ao portal, Ronaldo Martins dos Santos, especialista da área, a nova solução tem 100% de impermeabilidade, dispensa juntas de dilatação e rejuntes (eliminando o risco de infiltrações). Outra característica interessante do produto é seu desempenho térmico: a composição química dos elementos do microcimento impedem que o material seja frio como os tradicionais revestimentos usados em ambientes mais úmidos.

Apesar das qualidades, o microcimento ainda possui um preço elevado no mercado brasileiro – motivo pelo qual ainda não se popularizou. Na Europa, o material já está consolidado há cerca de 10 anos, de acordo com o Massa Cinzenta.

Brasil mais propenso à produção e ao consumo

De acordo com pesquisa divulgada pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, o Brasil é o sexto país no ranking de potencial e consumo brasileiro deve crescer continuamente.

O estudo é realizado com base em quatro fatores. O primeiro deles leva em consideraçào o nível de sotisfaçào dos produtos brasileiros. O segundo a diversificação dos mesmos. O terceiro as características únicas e o quarto avalia o potencial de vender outros produtos com vantagem comparativa para o exterior.

Na lista dos 130 países avaliados, o Brasil só perdeu para China, Índia, Polônia, Tailândia e México, respectivamente.

fonte: www.euseivender.com.br

Infraestrutura: Brasil precisa investir R$ 160,9 bi/ano

O Brasil precisa investir R$ 160,9 bilhões por ano em infraestrutura para buscar universalização de serviços e garantir que o crescimento econômico e o desenvolvimento social não sejam prejudicados por capacidade insuficiente de energia elétrica, petróleo e gás natural, transporte e logística, saneamento básico e telecomunicações.
Os dados fazem parte de levantamento da Abdib que aponta quanto o Brasil precisa aplicar anualmente em infraestrutura num horizonte de cinco anos. O trabalho foi elaborado com base em metodologia própria da Abdib, que considera, também, aspectos de planos de longo prazo de expansão de setores de infraestrutura como o Plano Decenal de Energia Elétrica (2008-2017), o Plano Nacional de Transporte e Logística (2008-2023), o Plano de Negócios da Petrobras (2009 – 2013) e o estudo Dimensionamento das Necessidades de Investimento para a Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água e de Coleta e Tratamento de Esgotos Sanitários no Brasil (2003).
O estudo da Abdib indica que o Brasil precisa investir anualmente R$ 28,3 bilhões em energia elétrica, R$ 75,3 bilhões em petróleo e gás natural, R$ 24,1 bilhões em transporte e logística, R$ 13,5 bilhões em saneamento básico e R$ 19,7 bilhões em telecomunicações. Para a entidade, o novo patamar anual de investimento em infraestrutura foi atualizado devido aos novos desafios que o País terá de enfrentar, como o desenvolvimento das reservas de óleo e gás na camada pré-sal e a perspectiva futura de crescimento econômico.
Para o presidente da Abdib, Paulo Godoy, a expectativa de crescimento contínuo da economia gera pressão por mais investimentos, sobretudo em energia e transportes. Além disso, o Brasil ainda tem milhões de pessoas excluídas do acesso a serviços básicos de infraestrutura, principalmente no saneamento básico. Godoy lembra que tudo aquilo que o País deixar de fazer em determinado período aumenta exponencialmente os recursos que precisam ser aplicados nos anos seguintes.
Em 2008, considerando recursos públicos e privados, o Brasil conseguiu investir R$ 106,8 bilhões em infraestrutura. Atualizados para preços de 2008, os investimentos apresentam trajetória crescente: R$ 55,8 bilhões em 2003, R$ 62,2 bilhões em 2004, R$ 74,8 bilhões em 2005, R$ 76,5 bilhões em 2006 e R$ 89,7 bilhões em 2007. Em 2008, os recursos aplicados em infraestrutura cresceram 19% em relação ao ano anterior.
Fonte: Usinagem Brasil – www.usinagem-brasil.com.br