RCO revê metas, mas emplaca 15% de crescimento em 2015

Estratégia iniciada no ano passado explica resultados positivos em ano difícil para economia brasileira no mercado de construção civil. Para 2016, empresa deve ampliar estratégia de venda no mercado latino-americano

A combinação de crise política e econômica afetou vários segmentos nacionais da construção civil, incluindo os equipamentos móveis – com uma retração de vendas estimada em 57% – e o próprio mercado de fabricação de cimento, que deve fechar o ano com uma queda de 8%. A RCO também reviu sua meta de crescimento de 20% para 15%, um número positivo diante do resultado da economia brasileira. A estimativa reflete várias iniciativas da empresa, incluindo a modernização e ampliação de suas duas unidades em Tambaú, interior de São Paulo, e a implantação do SAD ou Serviço de Atendimento Direcionado, um programa de pós-venda diferenciado.

Carlos Donizetti de Oliveira, diretor da RCO, explica que desde 2014 – quando efetivou um crescimento de 35% – a empresa já vinha se preparando para uma provável desaceleração nesse ano. “Estamos colhendo os frutos de nossa estratégia de mercado, inclusive com o lançamento de produtos adaptados aos pequenos e médios negócios, além da expansão de nossa atuação no comércio dos países vizinhos, principalmente na América do Sul”, argumenta.

No caso das duas plantas industriais, as unidades foram preparadas para comportar um incremento de 35% na capacidade de produção. Com a mudança, setores da empresa foram separados, os espaços para armazenagem de materiais e almoxarifado foram aumentados e o fluxo desses materiais pôde ser melhorado.

Com a casa em ordem, a RCO lançou produtos compactos para um mercado que acredita ser promissor: as pequenas e médias concreteiras. Entre os lançamentos está a central dosadora de concreto móvel Nomad D-20, que apesar de ocupar menos espaço físico, possui capacidade para 20 m³/h e pode substituir centrais dosadoras tradicionais. “Criamos, inclusive, uma campanha chamada ‘Equipamentos Compactos-Grandes Resultados’ para dar voz à nossa nova estratégia”, diz Oliveira.

Com o aumento das vendas, a fabricante também precisou investir na excelência do  atendimento ao cliente e criou o SAD (Serviço de Atendimento Direcionado). Com a adoção do sistema, os técnicos da RCO conseguem identificar preventivamente os problemas que podem ocorrer nos equipamentos utilizados e ensinam os clientes a melhor maneira possível de operar seus produtos. Todo o processo foi ativado a partir da visita em campo a mais de 100 clientes da empresa em todo o Brasil.

O ano também contou com novidades no quesito automação e segurança. A fabricante anunciou que estava distribuindo o único sistema de segurança para silos de armazenagem do setor. A tecnologia, que monitora o excesso de pressão no interior do equipamento, pode ser adotada em silos da própria marca ou de outros fabricantes.

A inovação não ficou restrita ao sistema de segurança.  O Projeto FIT, que é idealizado integralmente pela RCO, propõe ser um modelo de consultoria e modernização de concreteiras. O modelo de serviços do projeto inclui também um roteiro de informações que devem auxiliar o cliente no seu planejamento estratégico e na montagem de plantas para produção de concreto usinado com produtividade máxima mensal de 3.000 m³.

“Em 2016 devemos trabalhar em novas ações para manter nosso ritmo de crescimento”, diz Oliveira. “É desse modo que garantimos qualidade de atendimento e a eficácia do nosso slogan: ‘Inovabilidade Sempre’”, complementa.

Crescimento da RCO resulta em ampliação de fábrica

Sede da RCO em Tambaú- SP

Com projeção de crescimento em torno dos 20% para 2015 – considerado um ano de crise para o mercado-, agora, a RCO investe em suas instalações. Para começar bem  o ano, a companhia tratou de aumentar sua capacidade de produção através da ampliação de sua fábrica, localizada em Tambaú, interior de SP. Os objetivos da ação, de acordo com Eduardo Talamoni, Coordenador de P.C.P da RCO, eram separar alguns setores do restante da fábrica, aumentar a área de material armazenado e preparado para a produção, ampliar o almoxarifado da empresa e, principalmente, melhorar o fluxo do material em processo de produção, preparando todas as peças antes da montagem global.

Não demorou nem um semestre para que o resultado aparecesse. Para Eduardo, foram muitas as melhorias em função do pouco tempo de existência do novo ambiente. “Conseguimos uma melhor gestão visual dos processos em andamento e dos processos que ainda iam iniciar, aumentamos nosso espaço de conferência com laser, aumentamos o espaço de estocagem com prateleiras produzidas pela própria RCO, acelerando, consequentemente, a separação dos pedidos de vendas”, conta ele.Além disso, a empresa conseguiu centralizar todos os materiais, insumos e consumíveis da companhia em seu próprio almoxarifado.

Eduardo salienta ainda as melhorias relacionadas ao capital humano da RCO, destacando a revitalização da fábrica com nova pintura, placas de sinalização e banners motivacionais. “Desenvolvemos também um novo layout de segurança, com o objetivo de proteger nossos colaboradores, clientes e parceiros”, finaliza.

Produção recorde de paletes metálicos

Palete Metálico RCO

Palete metálico RCO exige ampliação fabril.

Com o objetivo de atender mais um novo cliente, a RCO ajusta seu programa de fabricação para a produção recorde de paletes metálicos.
Além de atender o cliente com a oferta de um equipamento de qualidade, foi necessária uma adequação do chão de fábrica para que os prazos de entrega fossem respeitados, comprovando a capacidade fabril RCO para atendimento total do pedido.
O setor de pintura recebeu um sistema de monovia, interligando as câmaras dos processos de jateamento e pintura. Sendo assim, houve ganho significativo no tempo de finalização do produto para disponibilizá-lo para a expedição.

Infraestrutura: Brasil precisa investir R$ 160,9 bi/ano

O Brasil precisa investir R$ 160,9 bilhões por ano em infraestrutura para buscar universalização de serviços e garantir que o crescimento econômico e o desenvolvimento social não sejam prejudicados por capacidade insuficiente de energia elétrica, petróleo e gás natural, transporte e logística, saneamento básico e telecomunicações.
Os dados fazem parte de levantamento da Abdib que aponta quanto o Brasil precisa aplicar anualmente em infraestrutura num horizonte de cinco anos. O trabalho foi elaborado com base em metodologia própria da Abdib, que considera, também, aspectos de planos de longo prazo de expansão de setores de infraestrutura como o Plano Decenal de Energia Elétrica (2008-2017), o Plano Nacional de Transporte e Logística (2008-2023), o Plano de Negócios da Petrobras (2009 – 2013) e o estudo Dimensionamento das Necessidades de Investimento para a Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água e de Coleta e Tratamento de Esgotos Sanitários no Brasil (2003).
O estudo da Abdib indica que o Brasil precisa investir anualmente R$ 28,3 bilhões em energia elétrica, R$ 75,3 bilhões em petróleo e gás natural, R$ 24,1 bilhões em transporte e logística, R$ 13,5 bilhões em saneamento básico e R$ 19,7 bilhões em telecomunicações. Para a entidade, o novo patamar anual de investimento em infraestrutura foi atualizado devido aos novos desafios que o País terá de enfrentar, como o desenvolvimento das reservas de óleo e gás na camada pré-sal e a perspectiva futura de crescimento econômico.
Para o presidente da Abdib, Paulo Godoy, a expectativa de crescimento contínuo da economia gera pressão por mais investimentos, sobretudo em energia e transportes. Além disso, o Brasil ainda tem milhões de pessoas excluídas do acesso a serviços básicos de infraestrutura, principalmente no saneamento básico. Godoy lembra que tudo aquilo que o País deixar de fazer em determinado período aumenta exponencialmente os recursos que precisam ser aplicados nos anos seguintes.
Em 2008, considerando recursos públicos e privados, o Brasil conseguiu investir R$ 106,8 bilhões em infraestrutura. Atualizados para preços de 2008, os investimentos apresentam trajetória crescente: R$ 55,8 bilhões em 2003, R$ 62,2 bilhões em 2004, R$ 74,8 bilhões em 2005, R$ 76,5 bilhões em 2006 e R$ 89,7 bilhões em 2007. Em 2008, os recursos aplicados em infraestrutura cresceram 19% em relação ao ano anterior.
Fonte: Usinagem Brasil – www.usinagem-brasil.com.br