Construções industriais mantêm vigor e ritmo acelerado

A crise internacional tem afetado o setor de maneira positiva, atraindo investidores imobiliários internacionais para o país.


Informações da Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket, apontam que nos quatro primeiros meses deste ano havia 165 empreendimentos industriais em construção. Ao comparar esses dados com o mesmo período de 2011, verifica-se um crescimento de 56%.

Neste contexto a região Sudeste se destaca com 85 obras, seguida das regiões Sul e Nordeste, com 32 cada. Existem ainda outros 223 projetos em andamento, cuja construção deve ser iniciada nos próximos anos.

O engenheiro Hailton Liberatore, diretor comercial da Libercon Engenharia, diz que, embora haja comentários de que o setor está próximo de um eventual arrefecimento, ainda não é possível notar nenhuma diminuição no ritmo das construções industriais no Brasil, que permanecem em aceleração e com vigor. “As indústrias têm investido em ampliações das construções existentes e em melhorias das edificações e infraestruturas, inclusive com substituição de equipamentos para aumento de produtividade. Também os centros de distribuição e shopping centers estão em franca expansão – tudo para sustentar o aumento do consumo no país”, afirma. Continue reading

Indústria atinge em março o maior nível da história

O setor cresceu 0,5% em relação a fevereiro. No acumulado do ano, a produção industrial registra avanço de 2,3%


A produção industrial brasileira segue em expansão e está no maior nível da história, afirmou o IBGE nesta terça-feira. Em março, houve aumento de 0,5% em relação a fevereiro na série com ajuste sazonal – isto é, após o cálculo que elimina o efeito das variações típicas dos meses do ano. Na comparação com igual mês do ano passado, o indicador revelou uma queda de 2,1%.

No primeiro trimestre de 2011, a produção industrial já acumulada alta de 2,3%. A variação em doze meses até março aponta um crescimento de 6,8% ante o mesmo período do ano anterior.

Recorde - Além do aumento da produção industrial verificado no terceiro mês do ano, o IBGE reviu para cima os números de janeiro e fevereiro. Com a alteração, o primeiro trimestre inteiro apresenta dados positivos e traduzem um nível de atividade recorde. “Com esses resultados, o patamar de produção de março de 2011 alcançou o ponto mais elevado desde o início da série histórica”, afirmou o IBGE em nota.

Os dados de fevereiro e janeiro na comparação com os meses imediatamente anteriores foram revistos para cima para, respectivamente, 2% e 0,3%, ante leituras preliminares de 1,9% e 0,2%.

Setores - Em relação a fevereiro, foi observado aumento em 13 dos 27 setores pesquisados, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (10,1%) e máquinas e equipamentos (1,8%). Entre as categorias de uso, bens de consumo duráveis e bens de capital tiveram os maiores crescimentos, de 4,1% e 3,4%, seguidos por bens de consumo semi e não duráveis (1%). Já a produção de bens intermediários caiu, em 0,2%.

Na comparação com março do ano passado, que teve dois dias úteis a mais que neste ano, houve queda em 17 dos 27 setores, sendo as maiores em outros produtos químicos (-8,6%) e edição e impressão (-12,9%). Todas as categorias de uso tiveram retração, sendo as maiores de bens de consumo duráveis (-5,2%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-3,7%), seguidas por bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,1%).

Fonte: Revista Veja – ECONOMIA – 03/05/2011

“Começou a desindustrialização do Brasil”, diz Mendonça de Barros.

Para economista, casos de fechamento de fábricas aumentam. “Os próprios industriais estão diminuindo a atividade produtiva e passam a importar toda a linha para manter o mercado”

O Brasil iniciou recentemente um processo de desindustrialização que, além do câmbio valorizado, tem como culpado o elevado custo de produção das empresas, na opinião do ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros.

Na semana passada, vazou um documento do Ministério do Desenvolvimento que adverte para os riscos de fechamento de indústrias no Brasil por causa da queda do dólar e da concorrência dos produtos importados. Em comunicado, o governo informou que o documento é interno e serve apenas de subsídio para os debates técnicos. Continue reading